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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Capítulo 23. This is our Battle cry


Kerli não sabia mais o que dizer. Emilie a salvara da morte. Era grata por isso. Mas, por outro lado, se ela tivesse morrido, nada disso aconteceria. Infelizmente, não teria o Bryan ou a Emma, mas se veria livre da situação que estava agora. Uma de suas melhores amigas morta e sua filha nas mãos de um demônio psicopata.
- Kel, por favor...
- Emilie... – A garota falou pausadamente – sinceramente, não sei o que pensar. Te agradeço?! Te culpo pelo inferno que minha vida é?! Pela morte da Hayley e o sequestro da Emma?!
- Fique calma, Kõiv! – Jimmy apoiou as mãos sobre os ombros da garota, que recuou imediatamente.
- Calma nada! – a loira respondeu, soltando-se dele – ELA MERECE PAGAR PELO QUE ME FEZ! Eu surgi na vida deles graças a um maldito feitiço ou hipnose dele ou dela. Graças a eles eu estaria morta, ou teria virado uma aberração. E olha, a opção número dois não foi a melhor escolha!
- E O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA! – Emilie falou, suas lágrimas misturando-se à chuva – Não adianta gritar comigo! Eu queria que você sobrevivesse! Eu não sabia como sua vida seria! Me desculpe se achei que seria melhor para você viver e ter uma chance de ser...
- Feliz? – Brian completou – É tudo que nenhum de nós nunca mais foi depois de entrar no Waverly Hills. Quer saber de uma coisa? Por que não acabar logo com isso?
- Como assim? – Emilie indagou.
A hostile takeover,
An absolute rebellion to the end.
- Vamos atrás dele, Emilie. Ele quer você, então terá que batalhar para conseguí-la.
- Mas Syn, nossa filha... – Kerli choramingou.
- O risco é grande e o preço é alto Kerli. Mas você prefere o que? Entregar a Emilie a ele e esperar por compaixão? – Brian rebateu – Temos é que lutar, armar um jeito de chegar até ele. Não duvido que ele adoraria essa idéia de batalhar...
- Brilhante, gênio! E como faremos isso? –Johnny ironizou
- Pelo jeito, ele espera que o cara apareça aqui e diga “Oi, vamos lutar aqui e agora pra acabar logo com isso?”!- Zacky ria com Johnny
- Não, idiotas! Mas o que esse tal Andrea mais quer?
- A mim – Emilie falou, aproximando-se de Syn aflita – Vocês vão me entregar para ele?!
All the best that we can hope for is revenge
Syn sorriu. Ele havia acabado de descartar essa hipótese para Kerli, mas Emilie não parecia convicta daquilo.
- Sim e não.
- Eu sabia! Vocês vão me deixar morrer! Vão me entregar de bandeja para ele! E você dizendo que queria lutar! Grande covarde você é, Synyster Gates!
Ele segurou Emilie pelos dois braços, sacudiu-a de um lado para o outro e voltou a falar.
- Covarde? Emilie Autumn, cala essa merda dessa boca que hoje, eu tive minha filha seqüestrada, uma pessoa conhecida morta e ainda tenho que te aturar? E você sequer me deixou falar!
Todos olharam Brian com medo. Era palpável a raiva que ele sentia naquele momento.
- Enfim, - ele prosseguira – Vamos fazê-lo pensar que te entregaremos. Você mesma se entregará. Sei que você consegue localizá-lo. Vá até ele, ofereça-se como uma presa fácil.
- E então? – Kerli estava aflita.
-E então, amor, nós agimos. Acha realmente que ele se daria a esse trabalho todo somente para matá-la? Ele teve a chance e não o fez. Ele quer torturar a Emilie, fazê-la sofrer ou até mesmo ficar com ele novamente.
- Não vou ficar mais que um segundo com o Andrea, Gates! – a ruiva protestou.
Kerli, observando a discussão que se formava entre os dois, ficou quieta, quase que em sua própria bolha, simplesmente existindo ali, até o momento em que sua mão tocara algo dentro de sua mochila: o pergaminho que lhe fora entregue.
Ela se lembrou das palavras que ele dizia, claramente em sua cabeça. Frases soltas que, de certo modo, assumiam um novo sentido para ela.
“Tudo que ele busca, é vingança. Não importam os meios, nem quem ele venha a ferir, ele fará de tudo, pela vingança.”
“Cuide bem dela. Seu anjo da guarda e sua rival. Ela é a chave. Sem ela, nada mais existirá.”
“Não podemos olhar para o passado e desejar que ele mude sozinho. Precisamos interferir um pouco, algumas vezes...”
Ela ainda não achava sentido para a última frase. Mas depois de lembrar-se da segunda, ela alcançou as mãos de Emilie, em um gesto calmo e amigável e começou a falar.
- Emilie, você confia em mim?
- Kerli, eu... Confio de certo modo. Por que?
- Acredite em mim: Andrea não lhe matará. Eu te garanto isso porque eu a protegerei.
Emilie olhava incrédula para a garota.
- E como você vai fazer isso, Kel?
- Do mesmo jeito que o Andrea tem seus meios de persuasão, eu tenho os meus. Aceite a proposta do Syn e acredite: na hora certa, eles estarão com você, pois eu os chamarei.
Apesar de não entender, Emilie aceitou a proposta. Syn, desconfiado, começara a confirmar seu plano com Emilie.
O que nenhum deles esperaria é que Kerli iria trocar de corpo com Emilie no minuto em que ela fosse com Andrea.
I'm giving you a head start,
You're going to need it,
'cause I fight like a girl

Capítulo 22. More than alive


- ELE LEVOU A NOSSA EMMA, BRIAN! – Kerli berrava, sentindo sua garganta arranhar com cada grito. – E É TUDO CULPA SUA! – ela se lançou em direção a Emilie, que se encolheu em um canto da parede, e Jimmy pôs-se entre as duas.
- Kel, não vai adiantar nada isso! – ele falou, segurando-a - Ele está com a criança, e descontar na Emilie só vai acabar com a sua raiva, nada mais! Se acalma e respira.
Syn estava em choque. Ele puxou Kerli para perto de seu corpo e, junto a ela, começou a chorar. Ele olhava Hayley ali, morta. Ele pensava na sua pequena filha, idêntica a ele, assustada com um homem louco que habitava o corpo de um de seus melhores amigos... Era informação demais, até para alguém que viva num mundo como o dele.
- Me desculpa... – Emilie sibilou baixo, encostada na parede, sem olhar para a amiga.
- N-não é sua culpa, Emilie! MAS QUE MERDA! – Brian gritou – O que ele fez com a minha filha, meu Deus!
- Alguém ai é vidente pra saber? – Johnny indagou.
- Cala a boca, Johnny! – Zacky respondeu – O problema aqui é outro: não podemos mais fugir. Temos que ir atrás do Matt
- Andrea – Emilie corrigiu.
- Foda-se o nome! Ele está com a minha filha, Emilie! – Kerli falou. – Ele está certo – ela apontou para Jimmy, a culpa não é sua, mas temos que achar o Andrea agora. Não posso ficar sem minha pequena, Lilie.
Emilie se aproximou da amiga e abraçou-a.
- A culpa é minha sim, Kerli. Você não era para ser assim. Nenhum de vocês deviam vir para cá. Todos acabaram aqui comigo. Eu fui egoísta o suficiente para não conseguir viver sozinha, e esconder vários segredos por anos...
- Emilie, - Kerli falava, tentando se recompor- Acalme-se. Agora, tudo está limpo e nós já sabemos de tudo, querida. Vamos passar por isso juntas.
- Nem de tudo, Kerli. – a ninfa afastou-se da súcubus, dando espaço para ela sentar-se no chão. – Vamos fechar esse lugar e sepultar a Hayley. Ela merece algo digno, não ficar largada nessa cama para que pirralhos a encontrem.
Zacky e Johnny pegaram o corpo de Hayley. Era perturbador ter que mexer no corpo dela, com os olhos abertos e fixos para cima. Parecia que ela os encarava com aquele sorriso macabro o tempo todo. Eles cruzaram os braços dela sobre o corpo, colocaram um pano preto sobre seu rosto e a enrolaram em um lençol branco. Jimmy, Zacky, Johnny e Syn levaram a garota para o lado de fora e cavaram, os quatro juntos, uma cova para ela.
Enquanto isso, Emilie e Kerli fechavam as portas do Instituto, com um peso enorme no coração. Nenhum dos seis trocava nenhuma palavra. Eles terminaram a cova, colocaram o corpo ali e se entreolharam, esperando quem começaria. Kerli, por conhecê-la a mais tempo, tomou a frente dos amigos.
- Minha pequena, você não podia ter ido assim. Matar uma criatura, qualquer que seja, é um pecado. Matar uma fada, uma das criaturas mais puras do mundo, é uma passagem para o inferno. Me desculpe por ter te envolvido nisso. Eu te amo, minha amiga boba.
Com um choro preso na garganta, ela voltou para o lado de Syn e Emilie se aproximou.
- Me desculpe envolvê-la nisso tudo – ela chorava baixo – Com certeza, você nem nenhum deles merecia. – ela respirou fundo – Espero que você descanse em paz, garota. Com certeza, você estará melhor longe de toda essa história.
Juntos, os quatro rapazes pronunciaram um “Descanse em paz, Hayley Williams” e começaram a sepultá-la. Emilie e Kerli vocalizaram em coro a marcha fúnebre, chorando abraçadas.
Após toda a terra jogada sobre o corpo, uma fina chuva começara a molhar os seis parados ali. Emilie começava a andar, com a intenção de pegar sua bolsa para começarem a caminhar, mas Kerli a parou.
- Conte o último segredo, Autumn – ela limitou-se a dizer.
- Kerli, é melhor não e...
- Fale logo! – os cinco falaram juntos para ela.
Sentindo suas lágrimas e a chuva se misturando, ela começou a falar.
- Kerli... Você lembra de que me contou de um período de amnésia que você teve?
- Aham, lembro. Por que? – Ela parecia feroz em sua fala.
- Por favor, me perdoe. E não fale nada, apenas escute.
Emilie tomara fôlego, e resolvera falar tudo de uma só vez.
- Lembra que eu disse que Andrea matou uma garota? Uma linda garota loira...
- E o que isso tem de novo, Emilie? Você já nos falou e... – Syn paralisou ao ligar os fatos.
- Ela não morreu, Gates! Na hora em que eu a coloquei no armário do hotel, Andrea não estava comigo. Eu, na verdade, deixei-a na cama, respirando fraca e secamente, e vi que ela estava se curando. Eu senti os poderes de cura emanando dela, então saí antes que ela despertasse. Eu sabia que ela não se lembraria de nada.
- E eu acordei da minha amnésia somente vestindo uma blusa e uma calcinha em um quarto de hotel. – Kerli estava chocada. – Quer dizer que...
- Isso mesmo. Você é a garota que Andrea não matou, e que eu também neguei-me a matar. Você merecia viver. Você é a menina que eu salvei secretamente, Kerli.
A chuva caia agora pesadamente, mas nenhum deles, já encharcados, se importava. A verdade ali era bem pior do que a água que caia e feria-os violentamente vinda do céu.

Capítulo 21. Say goodbye to everything


- Uma guerra? Emilie, ele é o seu ex-namorado, buscando vingança. Não acha que ele iria querer lutar só contra você?
- Ah, Brian... – A ruiva suspirou – Se fosse tão simples assim... Já vi pessoas morrerem nas mãos dele por não terem retribuído um “oi” que ele deu, por terem brigado por algo fútil e por coisas menores. Realmente acha que vocês, pessoas que viveram comigo por todos esses anos, estarão sãos e salvos?
- E por que não? – Zacky interferiu – Emilie, você viu o que esse cara fez com você em pouco tempo. O que ele seria capaz de fazer a todos nós se tivesse a chance?
- Ele está certo. – Kerli falou, depois de muito tempo em silêncio ouvindo reclamações dos outros – Não podemos partir para um confronto direto contra o Andrea/ Matt. Isso seria quase como um assassinato em massa voluntário.
- O QUE VOCÊ SUGERE? – Emilie rosnou entre lágrimas, tremendo – Que eu me entregue para ele e morra? Essa é a solução em que vocês querem chegar?
- Não, Emilie, de jeito nenhum! – James tocou o ombro da amiga – Vamos chegar a uma solução, não vamos?
Todos se entreolharam. Um silêncio pesado se estabeleceu na sala, sendo o único barulho ali, as lágrimas de Emilie.
- Eu falei que um confronto direto não seria a solução, não que te deixaríamos morrer, Lilie – Kerli sorriu. – Vamos sair daqui. Ele saberia seu paradeiro facilmente se ficarmos no Instituto, ai sim você se entregaria. Vamos sair daqui.
- Mas, e os outros? – Johnny aproximou-se da beirada da cama – Não vai me dizer que vocês pensam em fugir com sei lá quantos milhões de pessoas!? Nada suspeito, nada suspeito. Nem fácil de achar!
- Ironias pra que,né? – Synyster riu. – Mas acho que não é esse o plano da Kerli.
- Emilie, você sabe o que devemos fazer,não sabe? – Kerli entrelaçou sua mão direita a da ruiva, que pressionou a mão da amiga como resposta.
- Sei sim. Mas precisamos nos arrumar para isso.
E, em um acordo silencioso, Emilie enxugou seus olhos, levantou-se e, passando seu braço pelo de Kerli, saiu junto a loira para o Instituto. Sem entender direito as duas, os rapazes as seguiram.
- Eu só queria entender o que elas vão fazer... –Zacky soltou o comentário.
- Jura que ainda não entendeu? Tá faltando parafuso ou seu cérebro não pega no tranco nunca, Vengeance? – Syn riu
- Valeu, fodão! Vai dizer que você sabe o que elas estão fazendo agora?
- Tenho uma vaga ideia, mas acho que sei muito bem o que elas vão fazer.
E sem mais objeções ou comentários, os seis seguiram para o vestiário do Instituto. Kerli vestiu-se com uma roupa branca totalmente colada ao seu corpo. Emilie colocou um top branco, com mangas compridas, uma saia branca cheia de trapos e meias listradas em vermelho e branco. As duas estavam perfeitas, mas aquela cena a seguir não seria.
Sentindo que também deveriam se arrumar, os rapazes se vestiram todos de preto, dando o contraste perfeito com as duas garotas. Todos seguiram até a porta do Instituto, vendo o sol começar a raiar e seus “pupilos” surgirem da floresta com os raios dourados tocando-lhes as faces.
Carpe Diem,Plague Rats! – Emilie bradou, recebendo sua resposta.
- Integrity, Love and Union, Moonchilds!
Todos responderam Kerli fazendo os símbolos dos Moonchild.
Sentindo que aquele momento já estava tornando-se inevitável, elas entrelaçaram as mãos, os rapazes atrás delas como seguranças, e resolveram falar.
- Moonchilds, Plague rats, temos uma notícia para vocês – Kerli falou. – Hoje foi a última noite do Instituto. Estaremos fechando as portas deste lugar hoje. Pedimos para que vocês saiam imediatamente, por motivos de força maior.
- Se quiserem garantir o bem estar de vocês e sua sobrevivência, isso é necessário! – Emilie afirmou.
- Emilie, desde quando surgiu essa ideia? Por que temos que ir? – um plague rat de cabelos verdes espetados berrou em direção à sua líder.
- Eu não lhe devo satisfações! Na verdade, a nenhum de vocês – ela rosnou – Simplesmente, obedeçam nossas ordens!
Vendo a seriedade no rosto de Autumn, os Plague rats entraram no Instituto, buscaram suas coisas e saíram, um por um, para direções diferentes. Era estranho vê-los partir. Para Emilie, eles eram sua vida. Mas agora, ela tinha mais pessoas para proteger, e não poderia garantir a segurança de todos eles se todos ficassem ao seu redor. “É melhor assim” pensou. “Desse modo, vocês estarão livres do perigo que é viver comigo. Me desculpem por tê-los atraído até aqui e por abandoná-los agora, mas é preciso”. As palavras que ela precisava dizer passavam em sua mente. Era melhor eles partirem com sua imagem de seriedade e ferocidade do que com sua imagem boa e pura, há muito tempo escondida.
- Muito bem, Moonchilds, sua vez. – Kerli sorria para seus pupilos, vendo-os chorando ou simplesmente, com um sorriso fraco e triste no rosto.
- Kerli – Syn tocou o ombro dela. – Eu vou com os caras soltar os “convidados” que estão presos. Vá pegar a Emma com a Hayley, tudo bem?
- Claro, pode deixar. Venha comigo, Emilie.
Kerli segurou a ruiva e puxou-a até o andar dos Moonchild. Ela procurou Hayley por todos os cantos, mas não a encontrava. Até que um grito ecoou pelo quarto feminino, fazendo Kerli gelar e Emilie arregalar os olhos.
Aquele não fora um simples grito. A voz que o soltara continha um pavor implícito, com um certo tom de medo exagerado. As duas correram e encontraram Krysta, uma centauro-adolescente de dezesseis anos, parada em frente a cama de Hayley.
Ao encostar nos pés gelados da ruiva deitada, Emilie não quis olhar para o rosto. Kerli, no entanto, visualizou Hayley com os braços cortados ao lado do corpo, Sua boca rasgada de orelha a orelha, formando um sorriso macabro em seu rosto morto. Suas pálpebras haviam sido arrancadas, o que fazia seus olhos vidrados no teto horripilarem a todos presentes na sala. Um corte profundo bem no centro de sua garganta indicava a causa de sua morte.
- Meu Deus! Hayley! – Kerli a olhava sentindo mil lágrimas caindo freneticamente dos seus olhos. – O que fizeram com você, minha preciosa?
Emilie encarou um dos braços, com um punho cortado e fechado. Evitava olhar o rosto, ele lhe causava arrepios, mas ela abriu o punho, e da mão do cadáver, caiu um bilhete.
- Kerli, veja isso – Emilie puxou a carta, embrulhada em sangue.
Todos que estavam no quarto começaram a sair com pressa, com medo do que estava por vir, mas as duas ficaram ali, lendo o bilhete.
“Olá, Kerli e Emilie,
Sei que serão vocês duas que vão encontrar meu bilhete. Ele me falou. Espero que eu não esteja assustando vocês. Ele disse que, quando terminar, eu ficarei bem bonita. Meus olhos ficarão parecidos com os olhos dele, quando você o matou, Emilie.
Kel, eu tenho pena de você. Por que foi se envolver com a Autumn? Você merece sofrer por isso. Eu concordo com ele. Por isso, sua filha está em boas mãos agora com o Matt.
E quanto à você, Emilie, você vai morrer como a maldita cadela do inferno que você é!
E não fiquem horrorizadas com o que estou escrevendo, ele me obrigou a dizer todas essas verdades para vocês.
Espero que apodreçam junto com os outros bestinhas que seguem vocês! (Brian, Zachary, Johnny e Jimmy)
Nos vemos no inferno!
Hayley”
Era impossível não imaginar a dor e o sofrimento de Hayley ao ter escrito aquilo.Emilie sabia o modo como Andrea torturava quem se opunha a ele.
- O que foi? – Jimmy entrou na sala correndo – ouvimos um grito lá de baixo, vimos pessoas correndo e...
As duas saíram da frente do corpo, dando visão do horror dele para os quatro.
- Ah, meu senhor! O que aconteceu aqui? – Zacky virou o rosto da imagem para falar.
- Nossa filha, Brian – Kerli se atirou nos braços de Syn, em lágrimas – O maldito do Matt está com a nossa Emma!

sábado, 20 de outubro de 2012

Capítulo 20. Now that I must try to leave it all behind

Notas da Autora: Hey pessoas!
Novo capítulo de Sweet Nightmare! *--------*
Demorou mais surgiu! E nesse eu estava inspirada pra contar a história de vida da Emilie.  Espero que vocês gostem, e por favor, comentem porque sou uma autora ansiosa e louca; afinal, eu escrevo essa fic, né? hahahahaha'
Beijitoos *3*
P.S.: Qualquer erro, só avisar nos comentários, ok meus lindos?

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            Todos encaravam Emilie. A garota, encolhida e amparada pelo braço da Kerli, enrolava uma mecha de seus cabelos ruivos entre os dedos, tentando controlar seu nervosismo e suas mãos trêmulas. Seus olhos estavam fixos em suas unhas do pé – pintadas de roxo metálico – e nos hematomas que começavam a desaparecer de seu corpo, graças aos seus poderes de cura, deixando um tom amarelado em sua pele branca.

        - Lilie, - James se aproximou dela, retirando a mão esquerda dela do cabelo e apertando-a levemente – Nós estamos tentando entender a história, mas está difícil. Se você não se sentir mal, poderia contar desde o começo sua relação com o Andrea Ferro e como ele foi parar no corpo do Matt?

        - Jimmy... – ela olhou para ele, observando todos os outros na sala atrás dele. Dando uma longa olhada para sua amiga ao seu lado, Emilie sentiu-se um pouco protegida, porém, não totalmente confiante para falar.

        – Tudo bem, eu conto.

        - Não faça isso com você, Lilie! – Kerli conhecia a garota. Entendia como ela era perturbada por esses fantasmas, e sabia que quanto mais ela falava nisso, mais triste ficava.

        - Eu preciso contar pra eles, Kel! Se vamos enfrentar ele, eles tem que saber com o que estão lidando!

        - Deixa ela falar logo, pequena. – Brian tocou o braço de Kerli lentamente, fazendo sinal com a cabeça indicando James. Ela lembrou da pequena “paixonite” do Jimmy pela amiga, então abraçou o namorado e deixou o outro rapaz envolver Emilie com seus braços longos e desajeitados.

        - Sem pressa, Emilie, pode falar ao seu tempo. – Johnny falou encostado ao armário.

        - Então, eu vou falar. – Ela encostou-se no peito do baterista, tentando afundar seu rosto na camiseta dele. – Tudo começou em 2000, quando fui à um festival de rock, buscando novos estilos musicais. Acabei conhecendo a banda Lacuna Coil, na qual o Andrea era vocalista. Depois dos shows, fui ao backstage e conversei com várias pessoas, mas toda hora que eu falava com alguém, meus olhos se voltavam para o canto em que o Andrea estava.

         - Vai dizer que a Emile Autumn Liddell se apaixonou  a primeira vista? – Zacky ironizou e tomou um pescotapa de Brian – Tá, parei!

        - Não Zachary, mas na hora, foi o que me pareceu. Depois de tentar ignorá-lo, e perceber que não conseguia mais, fui até ele, que me recebeu sorrindo. – Emilie engoliu em seco ao lembrar do sorriso sarcástico e safado que Andrea lhe lançara aquele dia, mas continuou a falar – Ele me falou sobre suas origens: italiano, 27 anos na época, sua banda estava na estrada há 5 anos. Ele se interessou pela minha história, e me apoiou na minha idéia de seguir minha carreira musical. Um mês depois, nós estávamos namorando. No nosso aniversário de um ano de namoro, ele me revelou que era um demônio. Imaginem que na época, eu ainda não tinha poderes, nem entendia isso. Andrea me explicou que ele me levou até sua direção naquela noite, com seus poderes mentais. Ele também me disse que sentia poderes grandiosos emanando em mim, e que seríamos perfeito juntos.        Ela parou a história. Sentia nojo de lembrar de como reagiu pacificamente a toda essa história. Andrea era estranho, mas a seduzia de tal modo que ela sentia necessidade de ficar perto dele o tempo todo.

        - Então, em 2003, meu primeiro álbum saiu. Seguimos em turnê juntos, não ousava me separar dele de jeito nenhum. Até que, em 2005, eu presenciei um de seus assassinatos.

        - Assassinatos? Emile, essa parte da história eu não conhecia! – Kerli se manifestou, e Emilie enfiou seu rosto na camisa de James com mais força, tentando esconder-se dos olhares acusadores.
        - Entendam, eu não queria ver pessoas morrendo, mas não conseguia deixar o Andrea! – Ela começou a chorar, seus cabelos ruivos colando na face, escondendo-a mais. -  Ele tinha uma obsessão: torturar pessoas mentalmente e matá-las em seguida. Quando vi a Kerli e o Syn se contorcendo no chão hoje cedo, e vi o sorriso de Matt, me lembrei do Andrea, e por isso os salvei. Não tinha associado os dois, não até uns momentos atrás. Mas voltando a história, na primeira vez que Andrea matou, uma linda garota loira, na minha frente, quis chamar a polícia. Ele me torturou, me fez esconder o corpo dela no armário do hotel, depois de arrombar um quarto vazio. Ele me controlava. Fiquei com medo dele depois disso, e não podia mais deixá-lo.

        - Emilie, acalme-se, você está tremendo muito. – Jimmy tirou os cabelos dela do rosto, - O que você podia fazer sem poderes e contra um demônio? Impossível!

        - Eu não sei, Jimmy! Eu devia morrer, mas não podia deixá-lo fazer mais isso! Só que Andrea apoiava minha carreira, e me torturava mentalmente, me acusando de cúmplice de assassinato, como se eu quisesse fazer aquelas coisas! – Sullivan segurou Emilie contra seu corpo, parecendo niná-la. – Ele me forçava a fazer sexo com ele, e era algo mecânico e agressivo. Aquilo me tornou uma pessoa fria, e egocêntrica, em busca do meu próprio prazer e da felicidade do Andrea. Passei a aceitar suas investidas, e a ser apenas um objeto das vontades dele. E então, em maio de 2006, resolvi inovar. Não sentia mais o toque do controle dele na minha mente. Esperei-o no quarto, não vestia nada. No meio da transa, comecei a transformação. Eu sentia meus poderes fluindo, mas não tinha controle. Ele começou a gritar, pedir socorro, e eu não podia fazer nada, apenas chorava. Andrea me amaldiçoava, gritava meu nome me chamando de assassina, até que morreu. Vi seus olhos vidrados me encarando, mas ainda não tinha controle dos meus atos. A súcubus ainda me dominava e bebia o sangue dele com vontade. Quando pude voltar ao normal, ele estava ali, seco, os olhos fixos no teto, sem nenhum fio de vida. EU O MATEI! Era isso que eu queria, eu já não o amava mais! Mas Andrea era humano também, e não merecia um final tão macabro.

        - Lilie, Lilie – Kerli tocou seu braço – Ele faria coisa pior com você, pudemos ver isso esta noite. E o que aconteceu depois?

        - O que você já sabe: me filmaram saindo do quarto, e me tornei procurada por assassinato. Fundei o instituto e me escondi aqui. Larguei minha vida musical, e me dediquei aos Plague Rats. Você surgiu na minha vida e fundou a Moonchild Academy.

        Todos ficaram em silêncio. Ninguém sabia tanto sobre a vida de Emilie.

              - E como ele parou no Matt?

        - Não sei! Mas o Andrea conhecia magia negra. Só sei que, depois daquela noite que quase matei o Matt, algo mudou.

        - Então, quer dizer que...

        - Isso mesmo, Kerli. Depois daquela noite, uma porta foi aberta, e Andrea atravessou-a.

        - ISSO QUER DIZER QUE O MATT MORREU? - Zacky cruzou os braços sentindo-os arrepiados.

        - Não Zacky. O Matt está aprisionado naquele corpo, afinal, seus poderes de incubus ainda existem, senão, ele estaria morto depois de tentar transar comigo.

        - Então quer dizer que... – Brian se manifestou. – Ele tem os poderes do Incubus do Matt?

        - Do Incubus e do demônio do Matt. Andrea tem o dobro de força demoníaca agora. Nós não temos chance de vencê-lo, a menos que...

        - A menos que o que? - Kerli sentia repulsa depois de descobrir que havia dormido com um serial killer, não com um cantor famoso e que a desejava.

        - A menos que comecemos uma guerra. E esse será nosso fim.

        ...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Capítulo 19. What I'll do to feel alive


Emilie desmaiara ao chegar no quarto de Kerli. Brian saíra da cama e se vestira, enquanto Kerli colocou a amiga no colchão e começou a cuidar dela.
Retirando o lençol ensangüentado, a ninfa colocou um vestido em Emilie, e deixou-a descansar. Poucos minutos depois, seu quarto estava repleto de homens. Rev, Zacky, Johnny e Syn se amontoavam em torno das duas. Kerli dava seu máximo para curar a ruiva, que já respirava melhor, e tinha seus batimentos cardíacos mais estáveis.
- Onde estamos? - Emilie olhou o quarto ao redor - Graças a Deus, estou aqui com vocês! - Ela enlaçou Kerli em um abraço, e em seguida retomou sua fala - Preciso da sua ajuda, Kel! Aconteceu algo que eu não esperava. Meu pior pesadelo!
- O que aconteceu, Em? - Rev sentou-se na frente da ruiva.
- Uma coisa que eu tentei ignorar, que eu fingi esquecer, mas que nem por um segundo deixei de pensar.
- O que foi, fale logo, Autumn! - Syn parecia impaciente.
- Primeiro, eu preciso contar uma história para vocês; é sobre meu passado, e como começou toda a história do Instituto.
- Mas isso não é óbvio? Você descobriu seus poderes e veio pra cá. - Johnny comentou.
- É, mas como eu descobri meus poderes vocês não sabem.
- Mas eu sei. - Kerli interveio. - E o que isso tem a ver com seus ferimentos, Lilie?
- Tudo! Matt me feriu! Mas não foi só ele!
- Como assim, Emilie?
- Ele está possuído... Possuído por um ex namorado meu.
- O que? - Zacky estava espantado - e como isso aconteceu? Onde está o Matt!?
- Eu não sei! Espero que bem longe daqui.
- E quem é esse seu ex-namorado, Lilie?
- Você deve ter escutado falar nele no passado, Syn. Foi um tremendo escândalo quando o matei - a ruiva começou a chorar. - Seu nome era... Digo, é, Andrea Ferro. O homem que fora assassinado, deixado sem uma gota de sangue no corpo. E a culpa foi dessa merda desses poderes!
- Então quer dizer que... - Syn começou.
- Isso mesmo, Brian. Eu descobri meus poderes ao matar, acidentalmente, meu ex-namorado.

Capítulo 18. If you feel better


Emilie se sentia indefesa. Presa na sua própria cama, amordaçada. Tudo bem, ela tinha um gosto estranho e certos fetiches, mas um estupro não constava na lista. E era isso que ele faria com a ruiva.
Lilie tentava gritar, mas quase sufocava quando alguns fios soltos da gaze tocavam sua garganta e sentia vontade de tossir. Ele simplesmente ria daquela cena, vendo a garota na situação em que esteve dois dias antes: a presa. A cobaia. Dessa vez, ela pagaria por tê-lo feito sofrer.
– Grite enquanto resta alguma vida - ele sussurrou cada palavra lentamente na orelha da menina, que arregalou os olhos em pavor.
Emilie não estava acostumada a ser a vítima, mas sim a caçadora. Seria ele tão brutal ao ponto de matá-la e deixá-la ali? Ninguém nunca subia no quarto dela, então demorariam a achar seu corpo.
– Dentro desse lugar, mudanças começaram a acontecer comigo - ele falou, puxando as botas dela - sentimentos animalescos despertam em mim, dominam meus sentidos e eu perco o controle.
Matt rasgou as meias de Emilie até elas estarem totalmente fora do corpo da garota, agora com arranhões pela perna. Ele lambeu a parte interna de suas coxas e sorriu ao vê-la fechar os olhos, sentindo prazer e agonia ao mesmo tempo - Relaxe enquanto fecha seus olhos pra mim. O prazer é todo meu desta vez
Lentamente desamarrando o espartilho da ruiva, ele sorriu ao vê-la completamente nua. Abocanhou o seio direito dela, agarrando o outro com a mão. Ela não queria demonstrar prazer, mas seu corpo se curvou as carícias.
– Revele seu desejo enquanto morre - Matt falou mordiscando o mamilo dela.
Cansado de lhe fazer carícias, ele desceu para a barriga de Lilie. Começou com lentas mordidas, mas violentamente, ele enfiou os dentes nela, marcando a pele alva com um tom roxo. Próxima mordida: ela começa a sangrar da marca deixada com o formato dos dentes dele. Mais uma mordida, mais uma. Ele não descansa enquanto não consegue deixar uma mordida em carne viva no abdomen dela. Emilie grita, grita e engasga com o pano, mais uma vez. A risada de Matthew é alta e possuída. Aquele ali não era o garoto indefeso de dois dias atrás. Sem ver um jeito de escapar, ela o chuta no meio das pernas.
– Sua puta! - Matt deu um tapa nela. - Chega de gracinhas!
Desabotoando a calça, Matt deixa seu membro a mostra no rosto de Emilie. Tirando a mordaça dela, ele assume o controle do corpo dela.
– Deixa que eu mesmo controlo você, senão vou acabar é sem pau também!
Sentindo lágrimas maiores rolando por seu rosto, ela sente sua boca sendo invadida pelo membro dele. Ele começa a dar estocadas dentro dela, e Emilie não tinha controle de sua boca. Queria mordê-lo, correr daquele lugar, mas não podia. A magia que aquela criatura usava mantinha seu corpo parado ali, sua boca estática em formato de "O" enquanto ele a forçava cada vez mais.
Cansado de brincar com a boca dela, Matt ficou cara-a-cara com ela.
– Você é cruel, e sem sentimentos! Me deixe sair. - ela cuspia as palavras nervosamente.
– Se é necessário, se te ajudar chorar que sou sem-coração, eu não ligo - ele riu no seu rosto. - O prazer é todo meu desta vez.
Penetrando-a rapidamente, Emilie gemeu com a força que ele a preencheu, se odiando em seguida por ter feito isso.
– Eu não sei realmente o que você quer de mim. - ela falou entre as investidas que ele dava cada vez mais fortes e aceleradas.
– Só uma coisa... Seu fim.
Como ela havia lhe falado, eles não se transformaram. Só quando uma súcubus e um íncubus fazem sexo isso é possível. Cada vez mais assustada, ela não conseguia encará-lo mais, e tentou torcer o rosto, mas a mão de Matt o segurou.
– Não desvie seu olhar, eu não mandei - ela voltou a sentir uma dor lacinante na cabeça. - quer saber, não preciso olhar para essa sua cara de vadia mesmo. Vire-se.
Sem mesmo esperar a reação da garota, ele virou o corpo dela, cruzando seus braços em um X. De costas, ela não viu quando ele a penetrou, muito menos, quando ele puxou uma faca e a empunhou nas costas.
– Sabe de uma coisa, querida? - ele sussurrou - Você é péssima na cama. - Agradeça o favor que estou lhe fazendo.
– O que?... - sem poder continuar, ele enfiou a faca na direção do coração dela.
– Pelo que me informei, uma súcubus sem coração morre. Então, apunhalar essa região seria quase sua morte, não Lilie?
Sentindo falta de ar, ela não conseguiu respondê-lo. Ele colocou as calças e simplesmente a virou de frente, retirando as amarras e a faca das costas dela.
– Vá para o inferno, Autumn - ele lhe deu um selinho e saiu.
Emilie sabia que não estava morrendo. Matt fora esperto, mas esquecera que ela tinha poder de cura. O problema é que isso não estava funcionando. Ela precisaria de uma outra ajuda, só não queria admitir.
Se enrolando naquele lençol nojento, ela subiu até o telhado, único acesso para o lado de fora e gritou para o lado de fora. Do meio das sombras, um minotauro surgiu, e Emilie se jogou, caindo nos braços dele. Saindo de sua transformação, ela viu que era Rev, e suspirou de alívio
– Por favor, Rev, me leve até o quarto da Kerli!
– Mas ela está lá com o Syn e... Você está sangrando!
– James Owen Sullivan! Me leve até ela, por favor! Depois chame os Johnny e o Zacky. Preciso falar com vocês.
Dentro do quarto, Syn caia sobre o corpo da loira, que sorria satisfeita.
– Você continua um animal! - ela riu, acariciando a barriga do namorado.
– E você continua rebelde. Adoro isso - ele deu um selinho na namorada.
Aquela cena foi interrompida por fortes batidas na porta.
– Deve ser a Hayley com a Emma. Coloca uma cueca, Bê.
Colocando o vestido por cima do corpo nu, Kerli abriu a porta, surpresa ao ver Jimmy carregando Emilie, banhada em sangue.
– Kerli, por favor, ajude-a. Ela está perdendo muito sangue e desmaiou vindo para cá.