Depois das portas do inferno se fecharem, todos pensaram que aquilo foi um sonho. Somente Murdoc sabia da verdade. Somente ele sabia que dois integrantes do Gorillaz de uma realidade alternativa estavam presos no inferno. “Melhor que sofram eles, não eu.”
Noodle aprendera inglês com Murdoc. Ela ficou cada vez mais próxima dele, até tornar-se uma gótica de cabelos escorridos. Seu batom preto e o óculos preto redondo se tornaram seus principais acessórios.
2D era o alvo de brincadeiras de Noodle e Murdoc. O apelido faceache era o único nome pelo qual eles dois chamavam o vocalista. Aquela Noodle lhe causava imensa repulsa, e nada mais. Como, um dia, ele pôde sonhar que, em alguma hipótese, existiria amor entre eles? Que ela seria uma mulher normal por quem ele se apaixonaria? O rapaz tornara-se depressivo, sem a menor vontade de viver. Isso era bom para a banda, pois a voz dele, em momentos de depressão, soava melhor. Sua única tábua de salvação era uma canção... uma melodia que ressoava em sua cabeça...
“I wish my life was this song
Causa songs they never die
I could write for years and years,
And never had to cry.
I would show you how I feel
Without Saying a word
I could wrapped up both our hearts
I know it sounds absurd”
Mas, para quem aquela música tão boa era? Quem era a dona daquela música e da vida de Stu?
Já no caso de Russel, ele nunca se tornara um gigante. Ele malhou, tornou-se forte e virou o baterista e segurança da banda. Sua força tornou-se algo impressionante.
Com o passar do tempo, o baterista também aliou-se ao satanista e a garota gótica, deixando 2D como apenas um membro-acessório da banda. Deslocado, ele apenas servia para cantar.
No aniversário de dezoito anos, a garota se entregou para Murdoc. Já era esperado isso. Os dois viviam se agarrando pelo Kong Studios, sexo era só a última parte, a parte que faltava. Como símbolo da união carnal dos dois, Murdoc dera a garota sua cruz invertida, pedindo-a em namoro. Ela nunca retirou sua cruz do pescoço.
Graças aos zumbis, novamente invocados por Niccals, a banda teve que se mudar para Plastic Beach. Tudo ia muito bem para eles. Stu foi jogado em um quarto no subsolo, onde uma baleia vinha visitá-lo todas as noites, mantendo-o acordado e gritando. Segundo Murdoc, quando Stu estava depressivo e cansado, cantava bem melhor.
Russel arranjara um quarto no terraço de Plastic. Ele adorava fazer rituais a luz da lua.
Murdoc ficara com o quarto principal no andar central. Noodle se mudara para lá com ele, e toda noite o barulho que os dois faziam invadia todo o prédio. O que o satanista não sabia é que, quando ele saía, ela usava 2D como seu brinquedo, um consolo por se sentir tão sozinha.
Um dia, Murdoc estava no banho, e a garota descera até o quarto de 2D. Depois de tê-lo amarrado e feito alguns cortes pelo braço do rapaz, ela o beijou lascivamente. Ele sentia uma repulsa infinita por ela. Para a felicidade do vocalista, alguém bateu na porta.
- Sorte sua, Tusspot... – ela o desamarrou – Mas não se preocupe, volto para cuidar de você. – Ela passou a mão por cima da cueca dele e lhe deu um selinho, saindo do quarto em seguida.
Pegando um revólver, pois ela não esperava ninguém ali naquele horário, Noodle abriu a porta. Ela viu uma mulher, muito parecida com ela, e começou a rir.
- Quem é você? - o ser de feições metálicas lhe falou.
- Eu sou a Noodle – ela falou, exibindo o colar com a cruz invertida, presente de seu namorado. – E quem é você? Uma cópia malfeita minha?
- Eu sou a Cyborg Noodle, e vim substituir você.
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