terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Extra nº 2 - For all these times


- M-murdoc? – Stuart levantou-se da cama, indo em direção ao mais velho – Cadê a Noodle?
- Ela... – o satanista não sabia como explicar a situação – Bem... Digamos que ela me deixou ficar aqui, enquanto ela tenta conversar com o Young Murdoc.
- Ah, tudo bem. – 2D se limitou a dizer.
O silêncio que se formara entre os dois era embaraçante e gelado. Stu sabia o que Murdoc queria ali, mas não se sentia nem um pouco atraído por ele. Aquela versão mais velha do baixista não era comum. Tinha uma melancolia implícita em seu sarcasmo, em seu silêncio, em seus olhos... E isso comovia Stu, que odiava ver pessoas tristes ao seu redor.
Sentindo-se estranhamente mexido pela situação, ele passou os braços ao redor do satanista, que ficou parado com a ação do mais novo, porém, agarrou a cintura dele.
- O que houve com você, Lamas? – o vocalista acariciava os cabelos de seu ainda amado Murdoc.
- Você. É tudo culpa sua, seu idiota. – ele puxou os cabelos azuis de Stu, que gemeu de dor – Por que você apareceu na minha vida? Por que eu fui trepar com você? Caralho! Essa porra é quase uma doença!
- Ei! Podia ser mais delicado falando, pelo menos? – 2D protestou.
- Desculpa, faceache. Esqueci que você ainda é uma florzinha frágil, toda besta e apaixonada por mim. – Murdoc conteve uma risada – Então, acho que vou me aproveitar disso.
O esverdeado não queria passar a impressão de fraqueza, nem de dependência para Stu, mas ele não aguentava mais esperar para tê-lo. Ainda mais sabendo que aquela era a última vez que isso aconteceria. Sem o menor carinho, Murdoc pressionou o corpo de 2D contra o seu, invadindo sua boca com pressa e desejo.
O mais novo retribuiu, mas aquele beijo não tinha a mesma sensação de antes; para nenhum dos dois. Murdoc sabia que era impossível Stu ter mudado. O problema era ele.Com essa constatação, ele sentira uma lágrima rolando por seu olho direito. Ele tentara partir o beijo antes que a bendita gota alcançasse o rosto de seu parceiro, mas não conseguira, e 2D se separara dele encarando seu rosto esverdeado e assustado.
- M-murdoc – ele gaguejara – Você está chorando?
- Não, não! Ultimamente tenho urinado pelos olhos, idiota! – ele dera um tapa no rosto de Stu, que acabara caindo na cama, encolhendo-se.
“Assim é melhor” pensara Murdoc “Prefiro que nossa última vez seja como todas as outras, sem essa porra dessa baboseira romântica que tem me dominado”.
Puxando o corpo de Stu para perto, Murdoc arrancara sua camisa. Tinha o hábito de deixar as roupas do parceiro em trapos, uma mania que adquirira e passou a ser um objeto de prazer, parte das preliminares para ele.
Olhando as duas metades de sua blusa recém rasgada, 2D mordeu os lábios, ainda inseguro com o que viria a seguir. Murdoc passou as mãos pelo tronco do parceiro, arranhando-o levemente. “O melhor ainda está por vir”. Ele se debruçou sobre Stu e começou a mordê-lo, apertá-lo, beijá-lo... Cada sensação vivida tinha um gosto de Adeus horrível, misturado com a amargura de uma transa sado masoquista.
Ele passou a mão pela calça do rapaz, desabotoando-a e tirando, junto com ela, a boxer do vocalista. O satanista passou os olhos pelo corpo do rapaz, cada parte branca recém marcada por suas mãos e sua boca lhe deixavam mais excitado. Murdoc desceu até as pernas de 2D, e foi subindo novamente morendo suas coxas, pressionando,as e friccionando suas mãos contra elas, sabendo o quão sensível ele era quando outra pessoa o tocava tão perto do seu membro. Murdoc tocava 2D com força e precisão, vendo o prazer que o rapaz sentia com cada movimento. Conforme sua mão deslizava por todo o comprimento do rapaz, esfregava-o, e algumas vezes, a forma como Murdoc passava a língua levemente pela cabeça, faziam Stu gemer alto. Vendo que seu parceiro já estava pronto para o que ele queria, Murdoc sentiu que era sua vez de aproveitar. Ele retirou a blusa e desabotoou a calça e soltou o parceiro, ficando em pé e vendo 2D de quatro na sua frente.
O vocalista abocanhou o membro de Murdoc, e movia-o com vontade pela boca. Ele lambia e tocava-o com delicadeza e velocidade, querendo ver seu parceiro com tanto desejo quanto ele. O esverdeado segurava com uma mão a cabeça de Stu, guiando seus movimentos, e com a outra dava-lhe tapas na bunda. Quando o olhar dos dois se cruzou, ambos sabiam que já não podiam aguentar mais.
- Fique nessa posição – Murdoc ordenou.
Stuart não se mexeu. Murdoc dera a volta na cama e o penetrara violentamente. Agarrando sua cintura, o satanista segurava o mais novo no lugar, movendo-se dentro dele. Suas estocadas, lentas e fortes, começaram a se acelerar conforme sentia seu orgasmo chegando. Os gemidos dos dois já estavam tão altos que tornaram-se gritos, ecoando pelo corredor e pelo carpark. Quando Murdoc pressionou-se mais uma vez contra 2D, ele levantou o mais novo e ficaram os dois de joelhos sobre a cama. O gozo do esverdeado preencheu o corpo do vocalista, que sentira-se estranho depois da transa.
Os dois caíram sobre o colchão, Murdoc abraçando e dando a mão para Stu, beijando suas costas com ternura. 2D tentou não se importar muito, e tentou relaxar. Quando Murdoc percebera que ele estava finalmente dormindo, vestiu novamente sua calça e saiu do quarto.
- Adeus, faceache. – falou, segurando o choro. – Mas que merda está acontecendo comigo? Que porra de emotividade é essa? CARALHO, É O CARMA! O CARMA É UMA VADIA!...
E com suas frases feitas que nunca mudam, Murdoc seguia para o Winnebago, onde sabia que Noodle estaria tentando convencer sua versão mais nova de não fazer o pacto com o inferno.

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