Emilie se sentia indefesa. Presa na sua própria cama, amordaçada. Tudo bem, ela tinha um gosto estranho e certos fetiches, mas um estupro não constava na lista. E era isso que ele faria com a ruiva.
Lilie tentava gritar, mas quase sufocava quando alguns fios soltos da gaze tocavam sua garganta e sentia vontade de tossir. Ele simplesmente ria daquela cena, vendo a garota na situação em que esteve dois dias antes: a presa. A cobaia. Dessa vez, ela pagaria por tê-lo feito sofrer.
– Grite enquanto resta alguma vida - ele sussurrou cada palavra lentamente na orelha da menina, que arregalou os olhos em pavor.
Emilie não estava acostumada a ser a vítima, mas sim a caçadora. Seria ele tão brutal ao ponto de matá-la e deixá-la ali? Ninguém nunca subia no quarto dela, então demorariam a achar seu corpo.
– Dentro desse lugar, mudanças começaram a acontecer comigo - ele falou, puxando as botas dela - sentimentos animalescos despertam em mim, dominam meus sentidos e eu perco o controle.
Matt rasgou as meias de Emilie até elas estarem totalmente fora do corpo da garota, agora com arranhões pela perna. Ele lambeu a parte interna de suas coxas e sorriu ao vê-la fechar os olhos, sentindo prazer e agonia ao mesmo tempo - Relaxe enquanto fecha seus olhos pra mim. O prazer é todo meu desta vez
Lentamente desamarrando o espartilho da ruiva, ele sorriu ao vê-la completamente nua. Abocanhou o seio direito dela, agarrando o outro com a mão. Ela não queria demonstrar prazer, mas seu corpo se curvou as carícias.
– Revele seu desejo enquanto morre - Matt falou mordiscando o mamilo dela.
Cansado de lhe fazer carícias, ele desceu para a barriga de Lilie. Começou com lentas mordidas, mas violentamente, ele enfiou os dentes nela, marcando a pele alva com um tom roxo. Próxima mordida: ela começa a sangrar da marca deixada com o formato dos dentes dele. Mais uma mordida, mais uma. Ele não descansa enquanto não consegue deixar uma mordida em carne viva no abdomen dela. Emilie grita, grita e engasga com o pano, mais uma vez. A risada de Matthew é alta e possuída. Aquele ali não era o garoto indefeso de dois dias atrás. Sem ver um jeito de escapar, ela o chuta no meio das pernas.
– Sua puta! - Matt deu um tapa nela. - Chega de gracinhas!
Desabotoando a calça, Matt deixa seu membro a mostra no rosto de Emilie. Tirando a mordaça dela, ele assume o controle do corpo dela.
– Deixa que eu mesmo controlo você, senão vou acabar é sem pau também!
Sentindo lágrimas maiores rolando por seu rosto, ela sente sua boca sendo invadida pelo membro dele. Ele começa a dar estocadas dentro dela, e Emilie não tinha controle de sua boca. Queria mordê-lo, correr daquele lugar, mas não podia. A magia que aquela criatura usava mantinha seu corpo parado ali, sua boca estática em formato de "O" enquanto ele a forçava cada vez mais.
Cansado de brincar com a boca dela, Matt ficou cara-a-cara com ela.
– Você é cruel, e sem sentimentos! Me deixe sair. - ela cuspia as palavras nervosamente.
– Se é necessário, se te ajudar chorar que sou sem-coração, eu não ligo - ele riu no seu rosto. - O prazer é todo meu desta vez.
Penetrando-a rapidamente, Emilie gemeu com a força que ele a preencheu, se odiando em seguida por ter feito isso.
– Eu não sei realmente o que você quer de mim. - ela falou entre as investidas que ele dava cada vez mais fortes e aceleradas.
– Só uma coisa... Seu fim.
Como ela havia lhe falado, eles não se transformaram. Só quando uma súcubus e um íncubus fazem sexo isso é possível. Cada vez mais assustada, ela não conseguia encará-lo mais, e tentou torcer o rosto, mas a mão de Matt o segurou.
– Não desvie seu olhar, eu não mandei - ela voltou a sentir uma dor lacinante na cabeça. - quer saber, não preciso olhar para essa sua cara de vadia mesmo. Vire-se.
Sem mesmo esperar a reação da garota, ele virou o corpo dela, cruzando seus braços em um X. De costas, ela não viu quando ele a penetrou, muito menos, quando ele puxou uma faca e a empunhou nas costas.
– Sabe de uma coisa, querida? - ele sussurrou - Você é péssima na cama. - Agradeça o favor que estou lhe fazendo.
– O que?... - sem poder continuar, ele enfiou a faca na direção do coração dela.
– Pelo que me informei, uma súcubus sem coração morre. Então, apunhalar essa região seria quase sua morte, não Lilie?
Sentindo falta de ar, ela não conseguiu respondê-lo. Ele colocou as calças e simplesmente a virou de frente, retirando as amarras e a faca das costas dela.
– Vá para o inferno, Autumn - ele lhe deu um selinho e saiu.
Emilie sabia que não estava morrendo. Matt fora esperto, mas esquecera que ela tinha poder de cura. O problema é que isso não estava funcionando. Ela precisaria de uma outra ajuda, só não queria admitir.
Se enrolando naquele lençol nojento, ela subiu até o telhado, único acesso para o lado de fora e gritou para o lado de fora. Do meio das sombras, um minotauro surgiu, e Emilie se jogou, caindo nos braços dele. Saindo de sua transformação, ela viu que era Rev, e suspirou de alívio
– Por favor, Rev, me leve até o quarto da Kerli!
– Mas ela está lá com o Syn e... Você está sangrando!
– James Owen Sullivan! Me leve até ela, por favor! Depois chame os Johnny e o Zacky. Preciso falar com vocês.
Dentro do quarto, Syn caia sobre o corpo da loira, que sorria satisfeita.
– Você continua um animal! - ela riu, acariciando a barriga do namorado.
– E você continua rebelde. Adoro isso - ele deu um selinho na namorada.
Aquela cena foi interrompida por fortes batidas na porta.
– Deve ser a Hayley com a Emma. Coloca uma cueca, Bê.
Colocando o vestido por cima do corpo nu, Kerli abriu a porta, surpresa ao ver Jimmy carregando Emilie, banhada em sangue.
– Kerli, por favor, ajude-a. Ela está perdendo muito sangue e desmaiou vindo para cá.
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