terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Extra nº3. Love me just tonight


...Sem a menor delicadeza, ela atirou-o na cama, subindo por cima dele. Enquanto ela engatinhava sobre o corpo de Stu, ele deu um jeito de reverter a situação e ficar sobre ela.
– Hoje, você é minha, Noodle.
– Sempre fui e serei sua, seu bobo!
Ele beijou-a e rasgou a blusa dela com as mãos.
– Desde quando ficou tão selvagem assim? - ela ria, saboreando o momento.
– Desde que estou há anos sem você. Senti falta de cada parte do seu corpo, então, me deixe aproveitar cada uma delas,ok?...
Noodle não tivera tempo para reagir a frase de Stu. Ele beijou sua boca, silenciando qualquer palavra. Os beijos começaram a descer pelo pescoço da guitarrista, alternando-se com algumas mordidas. Ao chegar perto do sutiã da garota, 2D o retirou com facilidade, abocanhando os seios da mais nova.
– S-stu! – Ela falara entre gemidos e o rapaz parou para encarar o corpo da garota.
– Definitivamente, você cresceu, pequena. – O vocalista falou e mordiscou um dos seios da garota.
Voltando a beijar seu corpo, 2D descera para a barriga de Noodle. Enquanto suas mãos habilmente se livravam da saia, ele se ocupava mordendo os quadris dela, sentindo a garota se arrepiar a cada movimento.
Do mesmo modo e com a mesma velocidade que se livrara da saia e da calcinha de Noodle, 2D se livrou de suas próprias roupas. Noodle podia sentir a ereção de Stu quando ele colara novamente seus corpos e a beijara com mais fogo e paixão que da última vez.
Noodle tentara esticar as mãos e tocar o membro do rapaz, mas ele se esquivara.
– Você é minha hoje, querida. Toda minha. Relaxe e aproveite. – ele sorrira de lado pervertido.
A guitarrista sentira-o afastar suas pernas, posicionando,se entre elas e, no mesmo momento em que ele pressionou a parte interna de suas coxas, a língua dele começou a movimentar-se por sua intimidade, lambendo-a em movimentos rápidos e precisos, arrancando diversos gemidos da parceira.
–Stu....eu...vou...- ao ouvir essa frase,Stu parou literalmente tudo. Noodle fizera uma cara de frustração e espanto a reação dele.
Ele se deitara por cima dela, a beijou lenta e carinhosamente e, sem aviso, a penetrara rapidamente, ouvindo um gemido alto de Noodle em aprovação. Quando ele começou a mover-se dentro dela, a garota levantou seus quadris e mexia-se do mesmo modo que ele.
Conforme o ritmo deles se acelerava, o casal arfava, gemia e gritavam o nome um do outro. Noodle arranhava as costas de 2D com força, deixando suas marcas ali. Agora, só marcas dela. Só dela.
Stuart a puxou para seu colo e mordeu seu pescoço, atingindo o orgasmo pouco tempo depois. Noodle o seguira, sentindo-se preenchida. Só com ele era assim, só ele conseguiu fazê-la sentir-se mulher.
– Eu te amo, Stu. – Ela falou, caindo na cama.
– Também te amo pequena. Minha pequena – Ele a abraçou e dormiu apoiado em seu corpo.
Conforme o brilho da lua invadia o quarto, os dois caiam no sono, finalmente unidos depois de tanto tempo.

Capítulo 17. I'm with you


Noodle saira do elevador com um imenso sorriso estampado no rosto. 2D, por sua vez, não sabia que aquela era a Noodle, a sua Noodle, então continuou jogando cartas com a Cyborg.
- Ô faceache! - Murdoc berrava - Larga de ser idiota! Já viu quem está aqui?
- Outro clone da pequena - ele levantou os olhos para a mulher na sua frente. - Mas esse parece tão real... Como se fosse a Noodle na minha frente.
- Sou eu, Stu! Olha! - ela agachou-se na frente dele, passando os braços ao redor de seu corpo. Ele sentia o perfume exalando do corpo dela. Era aquele mesmo cheiro de baunilha que ela tinha, misturado com um certo sal marinho, de quem havia acabado de cruzar um oceano inteiro.
- É-é-é...VOCÊ!? - ele soltou os braços dela, para em seguida, envolvê-la em um abraço mais forte. - É VOCÊ!
Noodle sorria, sentindo-o abraçá-la. 2D tomou o rosto da guitarrista entre suas mãos e a beijou com ferocidade, de quem esperara anos para ter aquilo tudo novamente.
- O que houve? Por que você nos deixou por tanto tempo? Por que você me deixou?
- Ah, Stu... Eu nunca te deixei. Sei exatamente tudo que aconteceu por aqui! Eu só precisava de um tempo sozinha para... Achar o caminho certo a seguir - ela olhou pelo canto dos olhos para Murdoc, que abraçara Yumiki em um sinal de agradecimento.
- E agora? - ele parecia confuso - Você vai me deixar outra vez?
A garota suspirou
- Não, Stu. Dessa vez, eu vim para ficar pra sempre com você, e com a minha família.
Todos ao redor pareciam felizes, exceto pela Cyborg. Mas ela não era mais humana, dessa vez, ela era REALMENTE um andróide, o que a fazia não ter emoções. Depois de uma longa conversa com todos, 2D fez questão de mostrar a Noodle o quarto dela, digo... O quarto deles.
- É esse quarto? - ela estranhou,vendo um quarto no andar de cima.
- Sim. Surpresa?
- Não - ela sorriu - Só não esperava que fosse tão grande!
- Presente do Lamas - ele sorriu fraco - ele me disse que, quando você voltasse, precisaríamos de um quarto grande, então, me deu esse aqui no terraço.
Ela sorriu, entendendo o porquê daquele quarto.
- Ah, amanhã de manhã agradeceremos a ele por esse quarto. Essa noite, vamos aproveitar!
Sem a menor delicadeza, ela atirou-o na cama, subindo por cima dele. Enquanto ela engatinhava sobre o corpo de Stu, ele deu um jeito de reverter a situação e ficar sobre ela.
- Hoje, você é minha, Noodle.
- Sempre fui e serei sua, seu bobo!
Ele beijou-a e rasgou a blusa dela com as mãos.
- Desde quando ficou tão selvagem assim? - ela ria, saboreando o momento.
- Desde que estou há anos sem você. Senti falta de cada parte do seu corpo, então, me deixe aproveitar cada uma delas,ok?
E assim, os dois seguiram pela noite adentro sentindo novamente a alegria e todo o prazer de estarem juntos.
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Na manhã seguinte, 2D e Noodle foram até a cozinha tomar café. Ela usava a blusa "T virus" do clipe Clint Eastwood, e um short antigo que encontrara com a Cyborg. Dentro do short, uma surpresa estava guardada em um dos bolsos.
2D, sentindo-se muito romântico na ocasião, e aproveitando os amigos ao redor, resolveu falar algo que guardara todo esse tempo consigo.
- Noodle, - ele começou - eu sei que é estranho falar isso, eu fico sem jeito de pedir mas... Você aceita namorar comigo?
Todos os olhares caíram sobre a guitarrista. Até Russel, que estava olhando pela janela ficou tenso com a pergunta. A guitarrista tirou uma pequena caixa preta de seu short, suspirou e respondeu-o.
- Não.
- O QUE? - todos exclamaram, menos Murdoc, que começou a rir e 2D, que baixou os olhos.
- Tudo bem, então. - Ele falou, cabisbaixo.
- Deixa de ser bobo, 2D! - ela abriu a caixa e mostrou para ele dois anéis de plástico coloridos, desses que se dão para crianças, e ele lembrou de anos atrás.
Flashback onn
- 2D-san - falava a garota, com 13 anos - Quando crescer, quero me casar com você! - ela mostrava para ele os anéis que ganhara no parque de diversões que ele a levara.
- Então, guarde esses anéis, pequena - ele sorriu, beijando-lhe o topo da cabeça - Eles serão nossas alianças...
Flashback off.
-Não pode ser! - o vocalista exclamou.
- Pode sim - ela sorriu. - Eu guardei esses anéis, todos esses anos. Ontem, falei com o Murdoc, e ele me disse que tem um pequeno jato no fim da ilha, que ele sabe pilotar e pode nos levar para o local que eu planejo ir...
Cortez, Yumiki, Russel e Trinity estavam quase chorando, emocionados com o que viria a seguir, a fala que esperavam ouvir da guitarrista já os deixara emocionados. Murdoc só observava, acenando afirmativamente com o gesto dela.
- Sei que fiz você esperar demais por mim, Stu. Sei que é egoísta querer que você aceite uma coisa dessas, e que, se não aceitar, eu entenderei.
Ela colocou uma aliança azul na mão dele, e ele pegou a aliança roxa e passou pelo dedo dela. Ele estava sorrindo, assim como os outros ao redor.
- E então, Stuart Tusspot, - ela sorriu, com uma lágrima no canto do rosto. - Aceita ir para Las Vegas esta noite se casar comigo?
Com um beijo calmo e apaixonado, Noodle teve sua resposta.

Capítulo 16. About Life...


Noodle havia terminado as gravações de El mañana. Agradecia mentalmente a Murdoc pela ideia do para-quedas escondido em sua roupa. Ela estava novamente em terra firme, e aguardava o estranho garoto que Satã lhe falara para lhe levar até o inferno.
Por mais estranho que lhe parecesse, ninguém apareceu. Ela ficou ali parada por horas e nada. Para seus amigos, ela estava morta depois da queda do moinho. Ela sabia que, em uma questão de mais algumas horas, eles deixariam o Kong e cada um seguiria seu rumo, até se reunirem novamente em 2010 para seguir novamente com a banda, mas agora, em Plastic Beach.
Ela foi caminhando lentamente até o Kong Studios, decidida a não chamar atenção e alcançar o Hell Hole antes que qualquer um a visse ali, viva ainda. Ela passou pelos portões e entrou no carpark por um pequeno buraco na parede, ideal para uma pessoa como ela passar. Ela entrou pelo bunker entrance e alcançou a passagem para o inferno.
Para sua surpresa, o lugar não lhe emanava mais sentimentos de dor. Ela estava em uma sala branca, confortável e sentindo uma estranha paz interior. Ela olhou para todos os cantos, e apenas viu uma mesa , com uma poltrona atrás dela virada para a parede e outra do outro lado. Ela entendeu que deveria sentar ali, e dirigiu-se para o pequeno assento acolchoado.
Assim que ela se sentou, a poltrona se virou para ela, revelando uma mulher de longos cabelos loiros e olhos verdes de um tom sóbrio e penetrante. “Um olhar hipnotizador”pensou a guitarrista ao encará-la.
- Olá, Noodle. Surpresa? – a mulher falou, tocando uma das mãos da menina.
- Um pouco – ela admitiu, confusa. – Aqui não é o inferno,é?
- Não – a mulher riu – Nós salvamos você. Não merecia ir para lá novamente. Como Satã disse para você: “Todos merecem uma segunda chance”. – a mulher levantou-se. – Você está no paraíso, Noodle.
A guitarrista congelou.
- E-então, eu realmente morri?
A mulher riu, saindo detrás da mesa e estendendo a mão para Noodle.
- Não, querida. Você está viva. – Noodle aceitou a mão e levantou-se da cadeira, seguindo junto com a mulher por uma porta, que antes não estava ali.
- Então, por que estou no paraíso? E ele não devia ser no céu?
- Ah, vocês humanos! Acham que o céu e o inferno, por serem opostos, devem ser em locais diferentes? – ela riu – O que você e Murdoc chamam de Hell Hole, na realidade, é a entrada do céu e do inferno. Você vai parar aonde acha que deve. Só que dessa vez, você mereceu vir para cá, por isso a trouxe.
- Então, quer dizer que... Não voltarei mais a terra?
- Ah, Noodle, você voltará sim, mas, no tempo certo. Que tal nos vermos juntas, o que vai acontecer com a banda nesse tempo que você ficará aqui comigo?
A mulher abriu a porta e Noodle entrara com ela. Era uma sala de cinema vazia, com um filme pausado e pronto para rodar assim que ela escolhesse o lugar para sentar-se. A garota se sentou no meio da sala, e a mulher ao seu lado.
O filme começou a rodar imediatamente. Parecia um resumo acelerado dos anos se passando. Mostrou o suposto “fim” da banda, com cada um seguindo um rumo diferente. 2D, isolado e sentindo-se solitário, começou a compor diversas músicas, que, mais tarde seriam usadas em Plastic Beach.
Murdoc, sabendo das realidades alternativas e do modo que o vocalista se sentia em relação a “perda” de Noodle, decidiu se afastar. Ele conheceu uma mulher chamada Yukimi, de uma banda chamada Little Dragon. Para Murdoc, ela era filosófica demais, estranha demais, chata demais. Murdoc apegou-se a ela demais. Outro fator que fez os dois se aproximarem, foram seus pets. Yukimi tinha uma linda pardal azul, sua constante companheira. Cortez e ela pareciam se dar bem. Na nova realidade que Noodle vivia, ela e Cortez nunca namoraram, apenas tornaram-se amigos, desse modo, ela ficava feliz de vê-lo feliz com outra pessoa... Ou animal.
Russel sumira. Ela não conseguia vê-lo nas filmagens. Ele só apareceu para ela quando jogou-se no mar, em direção à Plastic Beach, junto aos submarinos.
Murdoc sequestrara 2D, e colocara-o junto com Yukimi, Cortez e Trinity(a mascote de Yukimi) no carro. Para a surpresa de todos, Trinity também tinha um lado humano, assim como o corvo, o que fez o pequeno carro de polícia roubado ficar apertado para os cinco.
Noodle via 2D e sentia lágrimas rolando pelos olhos. Ele parecia triste vendo os dois casais ao seu lado, e se isolara quando entrara no submarino.
- Anime-se, faceache- ela via Murdoc falando –ela vai voltar uma hora.
- Niccals, ela morreu! Ela não vai voltar!
- Quer apostar comigo?
E com o sorriso irônico de Murdoc estampando a tela, o filme terminou. Noodle parecia confusa e estranha ao mesmo tempo.
- Esse será o futuro?
- Não, Noodle, esse é o presente.
- Presente? Mas não acabei de gravar El mañana?
- Isso já faz anos, querida. Estamos em 2010. Ficamos assistindo esse filme todos esses anos. Acho que já está na hora de você voltar.
- Como assim? Devo subir pelo Kong novamente e chegar a Plastic?
- Não, Noodle – a mulher riu - Entre na tela. Participe do filme que você escolheu ver.Um filme com final feliz, com a família que você escolheu, do jeito que você escolheu e esperava que fosse. Só falta você entrar na história para ser feliz também com eles.
Noodle ficava menos confusa. Ela escolhera a vida da sua banda daquele jeito? Ela deu o final feliz de todos? Por que, então, Stu ainda estava triste?
- Por que ele não tem você ainda – a mulher pareceu ler seus pensamentos – Vamos lá, entre no filme! Aproveite a chance que lhe foi dada de viver e escolher um novo caminho!
Noodle preparava-se para entrar no filme, pausado exatamente na parte em que ela encontrava-se a deriva em um bote amarelo no oceano. Antes, ela virou-se e abraçou a mulher.
- Posso só saber, quem é você?
- Ah, vocês humanos! Curiosos e ruins de adivinhação. – a mulher sentou-se largada no sofá. – Provavelmente, esperava que eu fosse um homem barbudo de roupa branca, não uma mulher loira de calça jeans, tênis e blusa verde limão!
- D-deus? – a garota gaguejou e viu a mulher sorrir, sem respondê-la. Em seguida, o filme sugou-a.
Ela acordou no meio do oceano, sentindo uma forte onda levantá-la
- Noodle? – a onda, que na realidade era Russel, falou encarando-a, pousada no bote em sua mão.
- Russel-kun, que saudade!
- Onde você estava? –ele parecia desconfiado
- Fiz uma viagem, para acertar umas coisas. Ela sorriu, retirando a máscara de gatinho do rosto. – Pode me fazer um favor, Russ? Leve-me até Plastic Beach urgentemente!
O baterista sorriu, colocando Noodle sobre sua cabeça. Em questão de minutos, os dois chegaram até Plastic Beach.
A garota agradeceu o gigante e pisou na areia macia e rosa de Plastic, como se fosse a primeira vez. Para sua surpresa, Murdoc foi o primeiro a ir ao seu encontro.
- Noodle! Você chegou! Como sempre, atrasada! – ele ria – Essa é Yumiki, minha namorada.
A garota apresentou-se para Noodle, e as duas ficaram ali conversando. “É bom ver Murdoc com alguém, afinal. Eles combinam, de um jeito estranho, mas combinam”.
Cortez foi o próximo a chegar. Abraçado a Trinity, agora, na forma de uma garota de cabelo azul e preto, ele recebeu Noodle.
-Mi cariño, você voltou! – ele sorriu – essa é a Trinity. Yumiki tem nos ajudou na gravação do novo CD, e para minha sorte, trouxe ela consigo.
Noodle sorria ao ver os casais formados. Ela conseguia sentir agora o aperto no peito que 2D sentia ao ver os quatro juntos e ele sozinho. Lembrando-se de seu amado, ela falou.
- E onde está o 2D-kun?
- Ele está com a Cyborg, na sala principal no segundo andar. –Murdoc admitiu – Entenda, Noodle, tentamos criar algo para que ele não sentisse tanto sua falta, mas não adiantou. Ele piorou com a Cyborg aqui. Ela é uma sucata velha, maníaca por armas e psicopata, nada como você. Vá até lá e mostre que está viva! E falando nisso, cobre meus 50 dólares dele! Ganhei a aposta!
E enquanto ele começava a dançar, feliz por ter ganho a aposta que já sabia estar ganha, Noodle pisava na sua nova casa. Os outros quatro seguiram-na correndo para o elevador em direção ao seu amado.
“Dessa vez, nada mais vai nos separar” ela sorria, quando vira a porta abrir-se e Cyborg e 2D encararem-na junto com os outros atrás dela.

Capítulo 15. O passado é o presente?


Noodle abrira os olhos e não acreditara no que estava vendo. Sua visão, ainda um pouco turva pela escuridão do lugar, não era capaz de enganá-la. 2D estava sobre seu corpo, tocando suavemente seu rosto.
- Noodle, o que houve? Você está tendo um pesadelo? – Ele acariciava a bochecha da garota, que sorriu ao finalmente compreender onde estava: No quarto de Stu, no Kong Studios.
- Ah Stu! Eu estou bem! Você está bem! – ela abraçou-o, fazendo o rapaz ficar confuso – O que está acontecendo? Eu não ia morrer?
- M-morrer? – ele balbuciou – Noodle, querida, sei que está preocupada com a gravação de El mañana, mas não vai acontecer nada demais!
- El mañana? Em que ano nós estamos, Stu?
- Em 2006, Noodle. – ele suspirou -Querida, você está bem? Você estava gritando dormindo, não sabe em que ano estamos... Acho melhor falar com o Murdoc para cancelar a gravação do vídeo.
- Não! – ela gritou – Eu não quero que cancelem. Ficar aqui com você me acalma, Stu. – ela sorriu - Mas preciso falar com o Murdoc. Onde ele está?
- No carpark Noodle, como sempre na Winnebago. – ele ajudou a garota a sentar-se na cama – E, quanto ao beijo que você me deu...
- Não se preocupe, Stu. Fiquei irritada com você, mas não vou forçá-lo a aceitar meus sentimentos.
Ela virou-se de costas, mas ele abraçou-a e virou-a de frente para si, ficando os dois ajoelhados na cama, um cruzar de olhares impenetrável.
- Noodle, você sabe que eu gosto de você. – ele sorria – Mas, por Deus! Você mal se tornou adulta! Que tipo de idiota eu sou pra me apaixonar por uma criança!?
- Não me chame assim, Stu – ela segurou uma lágrima – Eu também te amo, e odeio quando você deixa o Murdoc te tratar mal. Eu posso te fazer feliz, não precisa ser assim.Nada impede que sejamos felizes, por que você tem que ser assim?
- Noodle – um suspiro pesado escapava dos lábios do vocalista – Eu só fico com o Niccals porque eu não posso ter você. Eu tenho medo de te magoar, ferir seus sentimentos...
- Mas eu tenho medo do contrário – ela falou – Eu posso te magoar, e muito, Stuart.
- Não me importa. Eu me preocupo inteiramente é com você.
- Então, não se preoucupe, e nem pense em como será. Apenas sinta.
E, em uma fração de segundo, o beijo que Noodle tanto esperava acontecia. Ela sentia a língua dele percorrendo cada canto de sua boca, desvendando-a e descobrindo que, a antiga criança que havia ali, se tornara a mulher que ele esperava.
Por sua vez, Noodle mantinha sua mão direita agarrada ao cabelo dele, enquanto a outra deslizava pelo rosto do rapaz, com a barba por fazer. Cada parte do corpo dele a seduzia.
- Noodle, não seria melhor se nós...- ele sussurrou ofegante.
- Não Stu, - ela protestou – Eu preciso de você agora. Depois pode ser tarde demais.
- O que você quer dizer com isso? – Ele separou-se do beijo
- Preciso ir até o Murdoc. Mas antes, preciso ter meu momento com você.
Ela puxou-o novamente para outro beijo, dessa vez, sem interrupções.
Sua primeira vez tinha que ser com ele. E tinha de ser naquele exato momento.
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Deitada sobre o corpo de Stu, Noodle sorria, recuperando seu fôlego. O vocalista passava as mãos pelas costas dela, meio incerto do que havia acabado de acontecer.
- Eu vou pro inferno por ter feito isso – ele falou.
- Nem brinca! Eu que vou pro inferno no seu lugar! – ela sorriu, mas não queria nem chegar perto do lugar citado.
- Por que? Eu que aceitei tudo isso!
- Mas eu te provoquei, Stu. – ela se enrolou no lençol e fez chifrinhos com os dedos – sou um demoniozinho, que veio te provocar
- Você pode ser um demônio, mas tem o gosto do paraíso para mim. – ele ria da brincadeira, e sentou-se abraçando-a de costas.
- Don’t get lost in heaven...- ela cantarolou, mas rapidamente, mudou de assunto – Eu tenho medo de que tudo isso seja apenas um sonho ou alucinação minha, Stu.
- Tem a ver com a conversa que você ia ter com o Murdoc?
- MURDOC?!- ela saltou seus olhos verdes – QUE HORAS SÃO?
- Três da manhã, por que? –ele voltara a sua confusão habitual.
- Tenho que ir falar com o Murdoc agora! Eu volto logo, Stu. – ela sorriu – Descanse enquanto isso.
- Não quer que eu vá com você?
- Não! – “É perigoso demais você ir comigo” ela pensou.
Dando um selinho no vocalista, ela se vestiu e saiu correndo do quarto dele para o carpark. Alcançou a Winnebago, que estava com a porta aberta. Cortez estava ali, dormindo no sofá calmamente. Estranho, na memória de Noodle, ele já havia desaparecido,mas isso não importava agora.Murdoc havia saído. “Hora de ir para o Hell Hole, novamente” pensou.
Dirigindo-se calmamente para o bunker entrance, a garota tentava entender o que acontecia. Horas atrás estava morrendo, com um machado atravessado em seu corpo. Agora, está viva, sentindo-se finalmente uma mulher, e a caminho do inferno, PELA TERCEIRA VEZ EM MENOS DE UMA SEMANA!
Chegando no Hell Hole, ela encontrou Murdoc parado em frente ao Hell Hole, como se esperasse alguém.
- MURDOC APHONCE NICCALS, NÃO OUSE FAZER PACTO ALGUM COM SATÃ!
- Noodle – ele olhou para trás, confuso. – Você está viva! Graças a Deus! – ele abraçou a garota.
- Claro que estou viva! Eu... – ela parou – Você! É VOCÊ! Murdoc-kun!
- Você não morreu! – ele balbuciou – Eu vi aquela gótica de merda te enfiar um machado na barriga e... Depois disso, minha visão ficou turva e acordei no Winnebago– ele tremeu com a visão – Mas você está viva! Em que ano estamos?
- 2006. El mañana. Seu pacto para trazer os zumbis... – ela olhou os pés. – você não vai fazê-lo,certo?
- TÁ FUMANDO, GAROTA? EU QUASE MORRI DUAS VEZES, JÁ! NEM FUDENDO MUITO EU TRAGO ZUMBIS PRA TERRA NOVAMENTE.
- Bom ver que aprendeu a lição, Niccals. – uma voz ecoou atrás dos dois. Ao se virarem, encontraram um homem de terno, cabelos escuros e um sorriso sedutor olhando-os – Acho que vocês merecem essa segunda chance de viver bem e normalmente. Que tal?
- Satã? – Murdoc parecia incrédulo – Por que isso? Por que nos enviou novamente para 2006?
- Por que vocês fizeram escolhas erradas nessa época.Você fez do seu mascote o Evangelist, para poder trazer os zumbis a terra. Usou Noodle para pagar por seus pactos passados. Você deve assumir seus erros, Niccals. – Satã usava uma voz estranhamente atraente e assustadora com eles.
- E, se eu aceitar ficar no lugar dele e ele não trouxer os zumbis dessa vez?
– Você sofreria tudo isso novamente por causa dele, Noodle?
- Não só por ele, Satã, mas por todos nós. Quero minha vida normal, como ela foi até 2012, quando os zumbis vieram até nós.
– Então, se é isso que você quer, é isso que você terá. Em El mañana, um garoto lhe procurará. Você virá para cá, junto com ele. Ficará quatro anos aqui, trancada comigo e os demônios desse lugar. Acha que aguenta isso, garota?
- Tenho certeza que aguento. Já não passei por isso outras vezes?
- Você está certa. Então, até cinco dias Noodle. Até a morte, Niccals!
Ao ver Satã desaparecer e o Hell Hole se fechar, Murdoc saiu do transe em que estava ao ver a conversa entre Noodle e o Diabo.
- Por que você fez isso, sua louca? – ele sacudia a garota – Quer ser sadomasoquista? Tem jeitos mais fáceis de sofrer do que isso e...
- Não é isso, Niccals. Ele está certo. “Todos merecemos uma segunda chance.”Dessa vez, eu pedi para ir no seu lugar, afinal, o que é a Gorillaz sem Lamas, hein? – ela sorriu – E também, temos dois visitantes novos e irritados: Cyborg Noodle e Boogie Man. Será que eles ainda existirão?
E, deixando todas as dúvidas para o futuro, Noodle aproveitara seus cinco dias com 2D. Murdoc sabia que aquele era o destino, não tinha como mudar isso. Noodle fazia questão de lembrar-lhe que, algum dia, algo melhor surgiria.
E desse modo, a vida seguiu, até o momento em que Noodle cai do moinho de vento e encontra um estranho menino, que arrasta-a para o inferno.

Capítulo 14. So she killed herself ♫


Noodle não sabia o que dizer. Ela sabia que seu namorado era um satanista bizarro, cruel e pervertido. Ela nunca soube dizer se o que realmente sentia por ele era amor, mas, ao ouvir tudo o que a Cyborg, amarrada e sentada a sua frente dissera, ela deixara suas dúvidas para trás e passara a abominar qualquer ideia de amar aquele homem.
- Não venha me falar sobre o que sou ou deixo de ser, Cyborg! E não disse que você é a vilã, mas a chegada de vocês prejudica a todos nós, especialmente a banda.
- O que? - Boogie Man falou acordando – O que está acontecendo? Cadê minha máscara e... – a garota gótica amordaçara o homem antes que ele interferisse mais no assunto delas.
- A banda? ESSA BANDA NÃO ERA PARA SER ASSIM! Na minha realidade, éramos normais, sem essa idiotice de satanismo exagerado e culto ao Murdoc. Isso é ridículo da parte de vocês! Então, não venha me dizer que essa banda é tudo para você SE NEM CUIDAR DELA VOCÊ CUIDA!
- Cala essa boca! – ela deu um tapa na Cyborg – Você acha que tem direito de falar algo sobre nós? O que te faz tão melhor assim? Você não é nada!
- Posso não ser nada para você, mas sou algo para o Stu... – a Cyborg pegara o ponto fraco de Noodle.
- VOCÊ NÃO É NADA PARA ELE – a garota gritou – ACHA QUE ELE SE IMPORTA? QUE ELE TE AMA? ELE TEM QUE ME AMAR! EU SEMPRE FIQUEI COM ELE!
- Sexo e amor são coisas diferentes, Noodle. – Noodle riu – Você não deve lembrar, mas já me conhecia antes de hoje. Puxe na sua memória: uma estranha garota igual a você, só que mais velha te visitando... Um Murdoc mais velho! Nessa época, 2D se apaixonou por mim, e esperava que, quando você crescesse, se tornasse a garota que ele conheceu, mas olhe para você – ela fez um silêncio reprovador - Realmente acha que esses peitos do tamanho de bolas de boliche e essa pose de femme fatale é que ganham ele? Se enganou!
- E o que ganhou ele? Sua pele metálica, querida? – a mais nova parou pensativa – E você está falando loucuras! Aquilo foi tudo um sonho e você não era uma robô e...
- Realmente acredita que foi um sonho, Noodle? Se foi, como eu sei e o que eu faço aqui? Pelo que eu saiba, você nunca comentou disso com ninguém!
Murdoc gemia amarrado na poltrona, protestando contra a conversa das duas. Elesabia como aquilo iria terminar.
- Como você?...
- Não sei. – Cyborg estava mais surpresa que ela. – Nossa ligação! Ela está voltando... Quer dizer que, voltaremos a ser uma só?
- NÃO! VOCÊ NÃO PODE VIR PARA O MEU CORPO! E EU NÃO QUERO IR PARA O SEU! – A garota chorava com medo – EU NÃO QUERO SER COMO VOCÊ!
A mais nova procurou alguma coisa que pudesse usar como arma contra a robô. Não queria usar suas pistolas, ela queria algo mais violento e menos rápido.
- Você não é nada! É só um demônio! Você vai sair da minha vida agora! – Noodle chorava, enquanto corria até a sala ao lado, o estúdio da banda, e voltava com um machado, que estava jogado no chão com sangue seco, empunhado nas mãos. - Você morre aqui e agora, sua vadia, idiota! –ela olhava Noodle com medo, ódio e incerteza.
- VOCÊ ESTÁ LOUCA? E SE VOCÊ ACABAR MORRENDO COMIGO?
- PELO MENOS VOCÊ NÃO ESTARÁ POR PERTO E COM AQUELES QUE EU AMO!
- COM O STU? O CORTEZ? SE VOCÊ AMA, POR QUE VOCÊ MALTRATA!?
- POR QUE O MURDOC ME CRIOU ASSIM! – ela chorava mais intensamente. – ele me fez temê-lo. Me criou para ser sua mulher ideal. Eu aprendi a ser assim e gostar, mas não queria que o Stu e o Cortez fossem assim como nós! Eles sempre foram tão bons comigo! – ela soluçava muito entre as palavras – Eu os maltratei e cuidei mal deles por medo de, tratando-os bem, Murdoc os transformasse no que eu sou! Ou pior, se livrasse deles! Não posso viver sem eles E VOCÊ NÃO VAI TIRÁ-LOS DE MIM!
-NOODLE! – Cyborg berrou – eu não sou inteiramente robô. Eu sou humana por dentro. Vai realmente matar alguém por sua infantilidade e estupidez?
- Se for pra preservar minha vida, eu faço isso! E você não é humana! Pare de tentar se enganar e me enganar!
Enquanto a versão gótica puxava o machado para trás do corpo, a versão robótica fechava os olhos e pressionava os lábios, imaginando a dor do impacto que sentiria. ”Não posso ter raiva dela,” pensava, enquanto ouvia o ar vindo em sua direção, trazido pelo machado “Eu faria a mesma coisa no lugar dela” ela sentia a conexão entre as duas e os sentimentos de ambas mais fortes.
No exato momento em que o machado golpeou o abdômen da Cyborg, a porta do elevador abriu, com um 2D e um Cortez desesperados ao ver a cena. Noodle se afastara ao ver sangue e óleo jorrando do corpo de sua cópia. Ela podia sentir a dor junto a sua gêmea, mas não morreria junto com ela.
Cyborg abriu os olhos ao ouvir a voz de Stuart chamando seu nome. Ela começava a ver tudo embaçado, mas o rosto dele aproximou-se do dela. Ele dava leves tapas nas suas bochechas, tentando reanimá-la em vão.
- Eu te amo – ele sussurrou contra seu rosto – Não me deixe, pequena. – 2D parecia desesperado.
Cortez desamarrava Murdoc, mas Noodle não podia vê-los, até que os dois entraram em sua frente, atrás de 2D. Ela os olhou e simplesmente sorriu, fechando os olhos para seus três amores.
- Noodle! – Ela ouvia Stu chamando seu nome – Noodle! Pequena, acorde! Acorde!
Ela não sentia forças para atender ao seu pedido, mas abriu os olhos uma última vez....

E se surpreendeu.