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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Capítulo 4. A Hopeless Disaster


Emily fuzilava Murdoc com os olhos. O irmão parecia furioso ao vê-la abraçada com 2D, e isso a fez dar um sorriso de lado meio irônico.
– Rindo de que, pirralha arrogante? - Murdoc a atacou
– De nada, Mudz. - ela falou e foi abraçada meio sem jeito por Cortez - Oi corvo, saudades?
– Lily! - Cortez fazia para a menina uma cara de criança birrenta abandonada - Você me deixou e ainda pergunta se tenho saudades? E ainda por cima volta com a garotinha que o Sr. Aphonce ai stalkeia!
Emily encarava Cortez, que havia largado-a ao falar isso, recebendo um tapa de Murdoc. A garota olhou o irmão, com um olhar provocante e brincalhão. 2D parecia assustado.
– E-e-esse é o cara que m-me s-se-se-gue? - o rapaz falou assustado.
– Sim, Stu - Emily soltou uma risada - Meu irmão parece que mudou de time! Se eu fosse você, corria também, corvo!
– CALA SUA BOCA, EMILY ROSE! - Murdoc imprensou a menina contra a parede. Eu o segui uma vez porque o ouvi cantar, e preciso de vocalista na minha banda...
– V-você tem uma banda? - 2D falou mais calmo.
– Tenho - Murdoc falou, soltando a irmã. - Se quiser dar uma ajuda, só aparecer.
O silêncio se instaurou entre os quatro. Emily ainda tinha um brilho provocante nos olhos e focou o irmão ao falar:
– Cortez, faça companhia ao meu noivo no corredor. Preciso falar com o Murdoc.
O corvo saiu e Emily alcançou a cama do irmão, se jogando nela.
– Privacidade é uma merda, sabia? - ela começou.
– Reparei, afinal, olha pra você! - Ele revirou os olhos.
– Não digo por isso, nem desse jeito. - ela revirou os olhos e sentou-se, dando espaço ao lado pro irmão. - Mas, depois de um tempo de intimidade, não existem segredos entre as pessoas. Por exemplo, sei exatamente quando você mente...
– E dai? - Murdoc engoliu em seco - Não menti agora a pouco pra você...
– Falei que foi agora a pouco? - Emily riu, divertindo-se sozinha - Reparei o jeito que você olha pro Stu... E te vi ontem olhando pra ele na rua. SABIA que era você, mesmo de capuz...
– Eai? Fará o que, Lily? - ele tremia, nervoso.
– Ser sincera com você. - ela sorriu e levantou - Conheci o Stu ontem. Trouxe ele aqui pra não parecer um fracasso nos namoros...
– Mas você já parece... - ele falou e recebeu um tapa
– Voltando ao assunto... Ele veio pra cá forçado. E, aceitou estranhamente isso tudo. Ainda não conversamos mas... Não vou forçá-lo a ficar comigo. Vou falar pro Jake que isso é uma farsa e vou sair daqui com ele.
– Ou não... - Murdoc levantou e puxou a irmã, sussurrando algo em seu ouvido.
Emily pareceu assustada a princípio, mas depois riu e acenou afirmativamente.
– Gostei da ideia Murdoc. Depois que eu fizer isso...
– Eu entro na jogada. Com uma ajudiiiiiinha sua...
– E quando não te ajudo, irmão? - ela beijou a bochecha de Murdoc e saiu, puxando-o junto com Cortez. - Devolvo seu corvo um dia, Mudz, agora ele vem comigo e com o 2D até o Jake!
E assim, o falso casal e o corvo subiram para o estranho, mal iluminado e bizarramente decorado quarto de Jacob Niccals...
Ele simplesmente olhou os três e fez sinal para a mesa de jantar. Depois de dois minutos os dois irmãos de Emily subiram, e ai sim começou o desastre de verdade.

Capítulo 3. Me, my man and my brother...


(2D POV)
Sinceramente? Não entendi nada do que a verdinha estava fazendo. De repente, eu virei NOIVO DELA, agarrando-a no CARRO DELA, e sendo interrompido pelo IRMÃO DELA...
Mas, como eu não sou mesmo um cara que entende tudo de primeira, fiquei quieto. Será que eu aceitei casar com ela e esqueci? Estranho...
Entrei na casa estranha sendo puxado por ela pela mão.
– Paai? Pai? - Emily falava calma, até que de repente... - JACOB! PORRA! CHEGUEI, CARALHO! APARECE!
Emily berrava para o interior da casa, não reparando o homem ao nosso lado na porta da cozinha. Ele tinha um nariz estranho, um sorriso de lado e um visual meio punk.
– PARA DE BERRAR, MERDA! - o cara gritou, olhando Emily e, em seguida, voltando-se para mim. - O Jake tá lá em cima. E, quem é sua amiga?
Emily me envolveu num abraço, retribui e ela lançou um olhar furioso ao irmão.
– Hannibal, acho que a prisão te deixou meio cego. Ele é o Stuart, meu noivo!
– Noivo? - Hannibal riu abertamente - Tá mais pra noiva com essa cara de assustado! Ah, foda-se, quem vai casar com a mulherzinha é você mesmo, não eu... - ele voltou a me olhar - Sou o irmão dessa coisa, Hannibal Niccals.
– Coisa não! A Emily é minha noiva, e uma ótima mulher - Tentei ser firme ao falar - Prazer, Stuart Tusspot.
Emily me puxou, dizendo para irmos conhecer o resto da casa até o Sótão, quarto do pai dela.
(Murdoc's POV)
AH, MERDA! A EMILY E ELE? COMO EU NÃO OS VI JUNTOS ANTES? Deve ter sido nas horas que eu fui fumar ou encontrei alguma vadia e... Mas isso não importa! O cara que eu quero, digo... Pra vocalista da banda, quer casar com a maior topeira que eu já vi na vida!
Me joguei na minha cama, encarando o teto. Depois de um tempo, resolvi pegar uns dardos e ficar jogando numa foto do Damon Albarn que eu tinha na parede... Nada melhor do que descontar a raiva na foto de um metidinho a besta...
Meu corvo, que estava voando sobre minha cama, de repente, voltou a forma humana.
– Pessoas se aproximando, Murdoc. - Cortez falou, atacando uma cesta de olhos ao lado da minha cama.
Encarei a porta ao ouvir as vozes: Emily e o cara.
– E esse, é o quarto do meu irmão babaca que nos interrompeu lá no carro.
Lancei um dardo ao lado da porta, onde ela estava parada. Ela se assustou e o idiota de cabelo azul a empurrou para o lado. Que merda, errei o alvo!
– Você é louco? Ela é sua irmã! - ele falou me olhando em reprovação
– Grande coisa! - rebati - E você, quem é? Com essa carinha de idiota...
– Meu noivo, Lamas! - ela falou. - Stu, esse é o Murdoc. E aquele, devorando os olhos ali, é o corvo dele, Cortez.
E a partir dai é que começou a dar merda em tudo... E a noite se tornou um desastre. Qual a surpresa?

Capítulo 2. Family and... Marry me?


Emily estava sentada no chão da sala quando acordou no dia seguinte. "Dormi recostada a uma parede?" Ela pensou, mas logo esse pensamento saiu de sua mente, quando sentiu o corpo de alguém atrás dela.
Ao virar-se, ela encontrou o tal garoto, Stuart, que esbarrara nela, dormindo contra a parede, enquanto a abraçava.
Ela olhou para o corpo dele: estava sem blusa.
Ela olhou o próprio corpo: estava de lingerie, podia sentir isso. Por cima delas, a blusa dele com uma estampa de zumbis.
Aflita, ela sacudiu o garoto de um lado para o outro, a fim de acordá-lo.
- Stu-poooot! Acorda! O que aconteceu ontem?
- O que? - ele parecia confuso - Você não lembra?
- Não! - a pele da menina tornou-se um tom de verde pálido - Nós não...
- Não! - ele entendeu a mensagem dela. - Nós bebemos, quer dizer, você me deu um copo de vodca e bebeu o resto da garrafa sozinha. Ai, começou a tirar a roupa, ficou de calcinha e sutiã, e apagou.
- Eu... E POR QUE ESTOU COM A SUA BLUSA?
- P-posso t-terminar de explicar? - ele sorriu fraco, os olhos fitando os dela - Te coloquei na sua cama/colchão, mas você começou a tremer. Te acordei e coloquei minha blusa em você, que veio dormir no meu colo, deixando o colchão de lado.
Emily ficou corada. Ele não era seu tipo, mas algo na personalidade do garoto desajeitado a cativava.
- Desculpe - ela sorriu fraco - Com tantos términos de namoro tenho andado meio carente e tudo mais e...
- Sem problemas. - ele respondeu, soltando-a de seu abraço.
Os dois ficaram estranhos depois daquela conversa. Para tentar desviar-se dele, a garota levantou e foi até a cozinha. Eram onze e meia da manhã.
- AH MEU DEUS! TENHO QUE IR! - ela correu até um armário e puxou uma calça, uma blusa preta e um lenço vermelho com estrelas pretas
- O que houve? Por que está correndo? - o garoto, ainda sentado no chão do corredor, encarava-a correr para o banheiro para trocar de roupa
- TENHO UM ALMOÇO COM MEU PAI E MEUS IRMÃOS E... - ela lembrou-se que iria apresentar seu noivo, digo... Seu ex-namorado para a família. - MERDA!
- O que houve, pequena Lily?
- Ah, Stu-pot! É que eu... - ela olhou-o, sentado no corredor, encarando-a pronta e vestida - Quer saber? Está afim de vir comigo ver minha família?
- Eu? - ele ficou vermelho - Mas não tenho roupas aqui e...
- Não se preocupe. Pegue uma blusa do meu ex. Ele não vai usar mais mesmo, e nem eu devolverei nada aquele maldito ingrato de merda!
Meio assustado e sem entender a esverdeada, ele foi até o armário dela, puxou uma blusa preta normal e saiu com ela.
- Pra evitar ficarmos presos no dilúvio, que tal irmos de carro hoje? - ela acionou o alarme a os faróis de um new beetle roxo metálico piscaram - vem comigo, Stu!
Ela puxou o garoto para o carro e dirigiu por diversas ruas. Ficaram uma hora dentro do carro, ouvindo Marilyn Manson, sem se falarem. Ainda estava um clima estranho desde a cena pela manhã.
- Emily, er... E-eu...
A garota parou o carro e olhou o rapaz de cima a baixo.
- É ali - apontou uma casa escura espremida entre duas belas residências. - Mas, antes de ir...
Ela apertou a trava do cinto de segurança dele, que se soltou, juntamente com o dela. Emily subiu no colo dele. Ela pode ver que, da janela de sua casa, alguém os observava.
- O-o que você está fazendo, Emily? - Stu falou, ingênuo.
- Ah, Stu-pot, já que não fiz nada ontem, quero fazer hoje!
Ela começou a beijar o pescoço dele, que tentava pedi-la para parar.
- Quer mesmo que eu pare? Seu corpo diz o contrário... - e sem esperar resposta, ela o beijou. Ele segurou-a firme em seu colo, enquanto deixava sua língua explorar a boca dela.
Mas, algo os interrompeu. Batidas na janela, para ser mais precisa. Emily sorriu, sem fôlego, e encarou o irmão do meio, Murdoc, olhando os dois. Ela baixou o vidro e o cumprimentou.
- Ai o demônia menor, o Jacob mandou você parar de putaria e entrar com esse cara. - Murdoc olhava o rapaz com malícia, ciúmes e raiva ao mesmo tempo - Quem é?
- Eu sou Stuart.
- Esse é o Stu-Pot, Mudz - ela sorriu para o irmão, que odiava esse apelido. - Ele é o meu noivo.
- N-noivo? - Stuart gaguejara
- NOIVO? TÁ DE PUTARIA! - Murdoc gritara, gargalhando horrores.
- Não estou, Mudz. Eu e o Stuart vamos nos casar em um mês.
Vendo o irmão se afastar incrédulo e rindo, Emily estranhara a reação dele a história de seu casamento.
- Emily, - Stu falou envolvendo-a - Que história é essa de casamento?
- Te explico depois. - ela sorriu, abrindo a porta. - Quer conhecer seu sogro e seu outro cunhado? Vamos!
Puxando o rapaz de cabelos azuis pela mão, Emily adentrou a residência dos Niccals mais uma vez.

Capítulo 1. Short Dress and stupid boys!


(POV Emily)
Mais um fim de namoro. Mais um babaca que eu deixo pra trás. Por que será que eu só saio com caras assim? Se bem que, vendo os exemplos de homem que eu tive (Hannibal, Murdoc e Jacob), dá pra entender. Ah, os homens! Sempre fudendo minha vida!
Tirei meus sapatos e comecei a caminhar pela rua. Pra minha felicidade, a chuva do segundo dilúvio está caindo, e eu estou sem guarda-chuva. Estou há uns minutos caminhando. Meu vestido, já encharcado, está encolhendo pela quantidade de água que estou pegando. Minha maquiagem está toda escorrida pelo rosto. Meu dia tem como ficar pior? Valeu ai, carma, sua vadia velha!
(Narradora)
Emily andava desengonçada pela rua: com uma mão segurava seus sapatos de salto alto; com a outra, segurava seu vestido, tentando impedi-lo de não subir mais. Ela parecia uma prostituta falida naquele momento. Do jeito que ela estava, afastava qualquer pessoa de perto.
"Que bom" pensava "Pra me chamarem de dragão tribufu dos infernos não deve estar faltando nada!"
E enquanto ela praguejava mentalmente, um rapaz de cabelos azuis atravessou a rua correndo, esbarrando em Emily e quase derrubando-a. Se ele não a segurasse em um abraço forte, ela estaria caida bem na saída de esgoto.
- VOCÊ NÃO OLHA POR ONDE ANDA? - ela berrou.
- D-desculpe - ele falou nervoso, ainda segurando-a pela cintura - Não queria machucar você e... - Ele deu uma boa olhada nela. - E pode voltar para o seu trabalho!
Ela não entendeu o por que do "voltar ao trabalho". Ela o puxou até a frente de uma vitrine e viu seu reflexo.
"Ah, meu Deus! Estou parecendo uma mistura de puta, travesti e drag queen mal comida!"
- Você entendeu errado, garoto. - ela sorriu nervosa. - Não sou uma puta de rua. Meu nome é Emily Rose Niccals.
- Eu sou Stuart. Stuart Tusspot - ele apertou a mão da mulher e parou pensando - Seu nome é de uma mulher que morreu exorcizada, que bizarro! Não deve atrair muitos clientes, né? Só góticos e...
- EU NÃO SOU UMA PUTA! -ela berrou, e as poucas pessoas que passavam na rua, pararam para encará-la, deixando-a com vergonha.
Stuart, de repente, começou a olhar para os lados, deixando Emily curiosa. Ele não parava quieto, deixando-a mais confusa ainda.
- O que foi? Você bebeu? Está tendo alucinações? Fumou alguma erva nova?- ela sacudia o rapaz para os lados.
- Não - ele ficou paralisado, olhando em uma direção. - Mas aquele cara - Emily olhou um homem de capuz do outro lado da rua -Está me seguindo faz horas! Me ajuda!
Ela olhou o homem. Era impossível ver seu rosto, mas Stuart estava aterrorizado com sua imagem.
- Venha comigo. Já que estou indo pra casa e não vou ter mais a bixa do meu ex por lá, você pode ficar pra dormir.
Ela puxava o rapaz, também encharcado de chuva, pelas ruas
- Stuart Tusspot, Stu Tuss, Art Pot... - ela brincava com o nome dele - Stu Pot...
- O que está fazendo? - ele encarou-a enquanto ela procurava as chaves.
- Abrindo a porta, não está vendo?
- Não, - ele balançou a cabeça - falando meu nome!
- Ah, - ela sorriu - tenho que achar um apelido pra você, não é? Odeio chamar as pessoas pelo nome! E eu gostei do último! Vai ser Stu Pot! - ela subia as escadas para o segundo andar, abrindo a porta de seu apartamento.
- Meio vazio, não? - Stu encarava o local. A sala tinha uma tv e um colchão. O quarto só tinha o armário. A cozinha tinha o básico: geladeira, fogão, pia e armários. O banheiro era minúsculo.
- É o que eu chamo de lar. - ela sorriu - e o que uma caixa de supermercado pode conseguir aqui em Londres!
- Sei como é! - ele passou a mão pelos cabelos molhados e sentou-se no chão com ela - Eu ainda moro com minha mãe, mas trabalho em uma loja de música.
- Ah, família... - Emily revirou os olhos - Se você soubesse como é a minha...
E nessa conversa, eles seguiram aquela noite de tempestade.
(POV perseguidor)
Não acredito! Aquele idiota foi embora com uma garota que ele encontrou por acaso na rua!
Parece que é sacanagem, não? CARMA, VOCÊ É UMA MALDITA VADIA VELHA E MAL COMIDA!
E, por que, de todas as garotas no mundo, ele tinha que sair com a MINHA IRMÃ?
Essa pentelha só aparece pra acabar com os meus planos! Mas tudo bem, eu ainda vou sequestrar esse cara. Ele ainda vai ser meu. Digo... Ele ainda vai ser vocalista na minha banda!
Isso acontecerá, ou eu não me chamo Murdoc Niccals!

Extra nº3. Love me just tonight


...Sem a menor delicadeza, ela atirou-o na cama, subindo por cima dele. Enquanto ela engatinhava sobre o corpo de Stu, ele deu um jeito de reverter a situação e ficar sobre ela.
– Hoje, você é minha, Noodle.
– Sempre fui e serei sua, seu bobo!
Ele beijou-a e rasgou a blusa dela com as mãos.
– Desde quando ficou tão selvagem assim? - ela ria, saboreando o momento.
– Desde que estou há anos sem você. Senti falta de cada parte do seu corpo, então, me deixe aproveitar cada uma delas,ok?...
Noodle não tivera tempo para reagir a frase de Stu. Ele beijou sua boca, silenciando qualquer palavra. Os beijos começaram a descer pelo pescoço da guitarrista, alternando-se com algumas mordidas. Ao chegar perto do sutiã da garota, 2D o retirou com facilidade, abocanhando os seios da mais nova.
– S-stu! – Ela falara entre gemidos e o rapaz parou para encarar o corpo da garota.
– Definitivamente, você cresceu, pequena. – O vocalista falou e mordiscou um dos seios da garota.
Voltando a beijar seu corpo, 2D descera para a barriga de Noodle. Enquanto suas mãos habilmente se livravam da saia, ele se ocupava mordendo os quadris dela, sentindo a garota se arrepiar a cada movimento.
Do mesmo modo e com a mesma velocidade que se livrara da saia e da calcinha de Noodle, 2D se livrou de suas próprias roupas. Noodle podia sentir a ereção de Stu quando ele colara novamente seus corpos e a beijara com mais fogo e paixão que da última vez.
Noodle tentara esticar as mãos e tocar o membro do rapaz, mas ele se esquivara.
– Você é minha hoje, querida. Toda minha. Relaxe e aproveite. – ele sorrira de lado pervertido.
A guitarrista sentira-o afastar suas pernas, posicionando,se entre elas e, no mesmo momento em que ele pressionou a parte interna de suas coxas, a língua dele começou a movimentar-se por sua intimidade, lambendo-a em movimentos rápidos e precisos, arrancando diversos gemidos da parceira.
–Stu....eu...vou...- ao ouvir essa frase,Stu parou literalmente tudo. Noodle fizera uma cara de frustração e espanto a reação dele.
Ele se deitara por cima dela, a beijou lenta e carinhosamente e, sem aviso, a penetrara rapidamente, ouvindo um gemido alto de Noodle em aprovação. Quando ele começou a mover-se dentro dela, a garota levantou seus quadris e mexia-se do mesmo modo que ele.
Conforme o ritmo deles se acelerava, o casal arfava, gemia e gritavam o nome um do outro. Noodle arranhava as costas de 2D com força, deixando suas marcas ali. Agora, só marcas dela. Só dela.
Stuart a puxou para seu colo e mordeu seu pescoço, atingindo o orgasmo pouco tempo depois. Noodle o seguira, sentindo-se preenchida. Só com ele era assim, só ele conseguiu fazê-la sentir-se mulher.
– Eu te amo, Stu. – Ela falou, caindo na cama.
– Também te amo pequena. Minha pequena – Ele a abraçou e dormiu apoiado em seu corpo.
Conforme o brilho da lua invadia o quarto, os dois caiam no sono, finalmente unidos depois de tanto tempo.

Capítulo 17. I'm with you


Noodle saira do elevador com um imenso sorriso estampado no rosto. 2D, por sua vez, não sabia que aquela era a Noodle, a sua Noodle, então continuou jogando cartas com a Cyborg.
- Ô faceache! - Murdoc berrava - Larga de ser idiota! Já viu quem está aqui?
- Outro clone da pequena - ele levantou os olhos para a mulher na sua frente. - Mas esse parece tão real... Como se fosse a Noodle na minha frente.
- Sou eu, Stu! Olha! - ela agachou-se na frente dele, passando os braços ao redor de seu corpo. Ele sentia o perfume exalando do corpo dela. Era aquele mesmo cheiro de baunilha que ela tinha, misturado com um certo sal marinho, de quem havia acabado de cruzar um oceano inteiro.
- É-é-é...VOCÊ!? - ele soltou os braços dela, para em seguida, envolvê-la em um abraço mais forte. - É VOCÊ!
Noodle sorria, sentindo-o abraçá-la. 2D tomou o rosto da guitarrista entre suas mãos e a beijou com ferocidade, de quem esperara anos para ter aquilo tudo novamente.
- O que houve? Por que você nos deixou por tanto tempo? Por que você me deixou?
- Ah, Stu... Eu nunca te deixei. Sei exatamente tudo que aconteceu por aqui! Eu só precisava de um tempo sozinha para... Achar o caminho certo a seguir - ela olhou pelo canto dos olhos para Murdoc, que abraçara Yumiki em um sinal de agradecimento.
- E agora? - ele parecia confuso - Você vai me deixar outra vez?
A garota suspirou
- Não, Stu. Dessa vez, eu vim para ficar pra sempre com você, e com a minha família.
Todos ao redor pareciam felizes, exceto pela Cyborg. Mas ela não era mais humana, dessa vez, ela era REALMENTE um andróide, o que a fazia não ter emoções. Depois de uma longa conversa com todos, 2D fez questão de mostrar a Noodle o quarto dela, digo... O quarto deles.
- É esse quarto? - ela estranhou,vendo um quarto no andar de cima.
- Sim. Surpresa?
- Não - ela sorriu - Só não esperava que fosse tão grande!
- Presente do Lamas - ele sorriu fraco - ele me disse que, quando você voltasse, precisaríamos de um quarto grande, então, me deu esse aqui no terraço.
Ela sorriu, entendendo o porquê daquele quarto.
- Ah, amanhã de manhã agradeceremos a ele por esse quarto. Essa noite, vamos aproveitar!
Sem a menor delicadeza, ela atirou-o na cama, subindo por cima dele. Enquanto ela engatinhava sobre o corpo de Stu, ele deu um jeito de reverter a situação e ficar sobre ela.
- Hoje, você é minha, Noodle.
- Sempre fui e serei sua, seu bobo!
Ele beijou-a e rasgou a blusa dela com as mãos.
- Desde quando ficou tão selvagem assim? - ela ria, saboreando o momento.
- Desde que estou há anos sem você. Senti falta de cada parte do seu corpo, então, me deixe aproveitar cada uma delas,ok?
E assim, os dois seguiram pela noite adentro sentindo novamente a alegria e todo o prazer de estarem juntos.
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Na manhã seguinte, 2D e Noodle foram até a cozinha tomar café. Ela usava a blusa "T virus" do clipe Clint Eastwood, e um short antigo que encontrara com a Cyborg. Dentro do short, uma surpresa estava guardada em um dos bolsos.
2D, sentindo-se muito romântico na ocasião, e aproveitando os amigos ao redor, resolveu falar algo que guardara todo esse tempo consigo.
- Noodle, - ele começou - eu sei que é estranho falar isso, eu fico sem jeito de pedir mas... Você aceita namorar comigo?
Todos os olhares caíram sobre a guitarrista. Até Russel, que estava olhando pela janela ficou tenso com a pergunta. A guitarrista tirou uma pequena caixa preta de seu short, suspirou e respondeu-o.
- Não.
- O QUE? - todos exclamaram, menos Murdoc, que começou a rir e 2D, que baixou os olhos.
- Tudo bem, então. - Ele falou, cabisbaixo.
- Deixa de ser bobo, 2D! - ela abriu a caixa e mostrou para ele dois anéis de plástico coloridos, desses que se dão para crianças, e ele lembrou de anos atrás.
Flashback onn
- 2D-san - falava a garota, com 13 anos - Quando crescer, quero me casar com você! - ela mostrava para ele os anéis que ganhara no parque de diversões que ele a levara.
- Então, guarde esses anéis, pequena - ele sorriu, beijando-lhe o topo da cabeça - Eles serão nossas alianças...
Flashback off.
-Não pode ser! - o vocalista exclamou.
- Pode sim - ela sorriu. - Eu guardei esses anéis, todos esses anos. Ontem, falei com o Murdoc, e ele me disse que tem um pequeno jato no fim da ilha, que ele sabe pilotar e pode nos levar para o local que eu planejo ir...
Cortez, Yumiki, Russel e Trinity estavam quase chorando, emocionados com o que viria a seguir, a fala que esperavam ouvir da guitarrista já os deixara emocionados. Murdoc só observava, acenando afirmativamente com o gesto dela.
- Sei que fiz você esperar demais por mim, Stu. Sei que é egoísta querer que você aceite uma coisa dessas, e que, se não aceitar, eu entenderei.
Ela colocou uma aliança azul na mão dele, e ele pegou a aliança roxa e passou pelo dedo dela. Ele estava sorrindo, assim como os outros ao redor.
- E então, Stuart Tusspot, - ela sorriu, com uma lágrima no canto do rosto. - Aceita ir para Las Vegas esta noite se casar comigo?
Com um beijo calmo e apaixonado, Noodle teve sua resposta.

Capítulo 16. About Life...


Noodle havia terminado as gravações de El mañana. Agradecia mentalmente a Murdoc pela ideia do para-quedas escondido em sua roupa. Ela estava novamente em terra firme, e aguardava o estranho garoto que Satã lhe falara para lhe levar até o inferno.
Por mais estranho que lhe parecesse, ninguém apareceu. Ela ficou ali parada por horas e nada. Para seus amigos, ela estava morta depois da queda do moinho. Ela sabia que, em uma questão de mais algumas horas, eles deixariam o Kong e cada um seguiria seu rumo, até se reunirem novamente em 2010 para seguir novamente com a banda, mas agora, em Plastic Beach.
Ela foi caminhando lentamente até o Kong Studios, decidida a não chamar atenção e alcançar o Hell Hole antes que qualquer um a visse ali, viva ainda. Ela passou pelos portões e entrou no carpark por um pequeno buraco na parede, ideal para uma pessoa como ela passar. Ela entrou pelo bunker entrance e alcançou a passagem para o inferno.
Para sua surpresa, o lugar não lhe emanava mais sentimentos de dor. Ela estava em uma sala branca, confortável e sentindo uma estranha paz interior. Ela olhou para todos os cantos, e apenas viu uma mesa , com uma poltrona atrás dela virada para a parede e outra do outro lado. Ela entendeu que deveria sentar ali, e dirigiu-se para o pequeno assento acolchoado.
Assim que ela se sentou, a poltrona se virou para ela, revelando uma mulher de longos cabelos loiros e olhos verdes de um tom sóbrio e penetrante. “Um olhar hipnotizador”pensou a guitarrista ao encará-la.
- Olá, Noodle. Surpresa? – a mulher falou, tocando uma das mãos da menina.
- Um pouco – ela admitiu, confusa. – Aqui não é o inferno,é?
- Não – a mulher riu – Nós salvamos você. Não merecia ir para lá novamente. Como Satã disse para você: “Todos merecem uma segunda chance”. – a mulher levantou-se. – Você está no paraíso, Noodle.
A guitarrista congelou.
- E-então, eu realmente morri?
A mulher riu, saindo detrás da mesa e estendendo a mão para Noodle.
- Não, querida. Você está viva. – Noodle aceitou a mão e levantou-se da cadeira, seguindo junto com a mulher por uma porta, que antes não estava ali.
- Então, por que estou no paraíso? E ele não devia ser no céu?
- Ah, vocês humanos! Acham que o céu e o inferno, por serem opostos, devem ser em locais diferentes? – ela riu – O que você e Murdoc chamam de Hell Hole, na realidade, é a entrada do céu e do inferno. Você vai parar aonde acha que deve. Só que dessa vez, você mereceu vir para cá, por isso a trouxe.
- Então, quer dizer que... Não voltarei mais a terra?
- Ah, Noodle, você voltará sim, mas, no tempo certo. Que tal nos vermos juntas, o que vai acontecer com a banda nesse tempo que você ficará aqui comigo?
A mulher abriu a porta e Noodle entrara com ela. Era uma sala de cinema vazia, com um filme pausado e pronto para rodar assim que ela escolhesse o lugar para sentar-se. A garota se sentou no meio da sala, e a mulher ao seu lado.
O filme começou a rodar imediatamente. Parecia um resumo acelerado dos anos se passando. Mostrou o suposto “fim” da banda, com cada um seguindo um rumo diferente. 2D, isolado e sentindo-se solitário, começou a compor diversas músicas, que, mais tarde seriam usadas em Plastic Beach.
Murdoc, sabendo das realidades alternativas e do modo que o vocalista se sentia em relação a “perda” de Noodle, decidiu se afastar. Ele conheceu uma mulher chamada Yukimi, de uma banda chamada Little Dragon. Para Murdoc, ela era filosófica demais, estranha demais, chata demais. Murdoc apegou-se a ela demais. Outro fator que fez os dois se aproximarem, foram seus pets. Yukimi tinha uma linda pardal azul, sua constante companheira. Cortez e ela pareciam se dar bem. Na nova realidade que Noodle vivia, ela e Cortez nunca namoraram, apenas tornaram-se amigos, desse modo, ela ficava feliz de vê-lo feliz com outra pessoa... Ou animal.
Russel sumira. Ela não conseguia vê-lo nas filmagens. Ele só apareceu para ela quando jogou-se no mar, em direção à Plastic Beach, junto aos submarinos.
Murdoc sequestrara 2D, e colocara-o junto com Yukimi, Cortez e Trinity(a mascote de Yukimi) no carro. Para a surpresa de todos, Trinity também tinha um lado humano, assim como o corvo, o que fez o pequeno carro de polícia roubado ficar apertado para os cinco.
Noodle via 2D e sentia lágrimas rolando pelos olhos. Ele parecia triste vendo os dois casais ao seu lado, e se isolara quando entrara no submarino.
- Anime-se, faceache- ela via Murdoc falando –ela vai voltar uma hora.
- Niccals, ela morreu! Ela não vai voltar!
- Quer apostar comigo?
E com o sorriso irônico de Murdoc estampando a tela, o filme terminou. Noodle parecia confusa e estranha ao mesmo tempo.
- Esse será o futuro?
- Não, Noodle, esse é o presente.
- Presente? Mas não acabei de gravar El mañana?
- Isso já faz anos, querida. Estamos em 2010. Ficamos assistindo esse filme todos esses anos. Acho que já está na hora de você voltar.
- Como assim? Devo subir pelo Kong novamente e chegar a Plastic?
- Não, Noodle – a mulher riu - Entre na tela. Participe do filme que você escolheu ver.Um filme com final feliz, com a família que você escolheu, do jeito que você escolheu e esperava que fosse. Só falta você entrar na história para ser feliz também com eles.
Noodle ficava menos confusa. Ela escolhera a vida da sua banda daquele jeito? Ela deu o final feliz de todos? Por que, então, Stu ainda estava triste?
- Por que ele não tem você ainda – a mulher pareceu ler seus pensamentos – Vamos lá, entre no filme! Aproveite a chance que lhe foi dada de viver e escolher um novo caminho!
Noodle preparava-se para entrar no filme, pausado exatamente na parte em que ela encontrava-se a deriva em um bote amarelo no oceano. Antes, ela virou-se e abraçou a mulher.
- Posso só saber, quem é você?
- Ah, vocês humanos! Curiosos e ruins de adivinhação. – a mulher sentou-se largada no sofá. – Provavelmente, esperava que eu fosse um homem barbudo de roupa branca, não uma mulher loira de calça jeans, tênis e blusa verde limão!
- D-deus? – a garota gaguejou e viu a mulher sorrir, sem respondê-la. Em seguida, o filme sugou-a.
Ela acordou no meio do oceano, sentindo uma forte onda levantá-la
- Noodle? – a onda, que na realidade era Russel, falou encarando-a, pousada no bote em sua mão.
- Russel-kun, que saudade!
- Onde você estava? –ele parecia desconfiado
- Fiz uma viagem, para acertar umas coisas. Ela sorriu, retirando a máscara de gatinho do rosto. – Pode me fazer um favor, Russ? Leve-me até Plastic Beach urgentemente!
O baterista sorriu, colocando Noodle sobre sua cabeça. Em questão de minutos, os dois chegaram até Plastic Beach.
A garota agradeceu o gigante e pisou na areia macia e rosa de Plastic, como se fosse a primeira vez. Para sua surpresa, Murdoc foi o primeiro a ir ao seu encontro.
- Noodle! Você chegou! Como sempre, atrasada! – ele ria – Essa é Yumiki, minha namorada.
A garota apresentou-se para Noodle, e as duas ficaram ali conversando. “É bom ver Murdoc com alguém, afinal. Eles combinam, de um jeito estranho, mas combinam”.
Cortez foi o próximo a chegar. Abraçado a Trinity, agora, na forma de uma garota de cabelo azul e preto, ele recebeu Noodle.
-Mi cariño, você voltou! – ele sorriu – essa é a Trinity. Yumiki tem nos ajudou na gravação do novo CD, e para minha sorte, trouxe ela consigo.
Noodle sorria ao ver os casais formados. Ela conseguia sentir agora o aperto no peito que 2D sentia ao ver os quatro juntos e ele sozinho. Lembrando-se de seu amado, ela falou.
- E onde está o 2D-kun?
- Ele está com a Cyborg, na sala principal no segundo andar. –Murdoc admitiu – Entenda, Noodle, tentamos criar algo para que ele não sentisse tanto sua falta, mas não adiantou. Ele piorou com a Cyborg aqui. Ela é uma sucata velha, maníaca por armas e psicopata, nada como você. Vá até lá e mostre que está viva! E falando nisso, cobre meus 50 dólares dele! Ganhei a aposta!
E enquanto ele começava a dançar, feliz por ter ganho a aposta que já sabia estar ganha, Noodle pisava na sua nova casa. Os outros quatro seguiram-na correndo para o elevador em direção ao seu amado.
Dessa vez, nada mais vai nos separar” ela sorria, quando vira a porta abrir-se e Cyborg e 2D encararem-na junto com os outros atrás dela.