segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Capítulo 9. Untitled


(Matt's POV)
Acordei com uma porra de uma luz forte na cara. Ouvi barulhos de protesto. Ao que parecia, eu não era o único a odiar as luzes.
Abri os olhos e vi que a luz forte havia sumido. Em seu lugar, abajures com luzes vermelhas se acendiam. Segui os outros e acendi o meu também, notando um vulto parado no batente da porta. Emilie, pensei.
Mero engano, era Jenna, a garota de hoje de manhã.
– Carpe Noctua, Plague rats! Venham comigo.
Vi pessoas/seres/coisas levantando e os segui. Alguns ficaram lá dentro. Deveriam ser os Moonchild. Paramos na mesma sala que eu encontrei os caras hoje de manhã. Havia uma luz roxa, que me fazia enxergar melhor os rostos ao meu redor. As formas que, antes me pareciam estranhas, sumiram. Eles deviam se transformar dormindo. Algo como a Emilie faz.
Emilie.
Desde noite passada não a vejo. Nem a Kerli.
– Vocês ainda não são um de nós! - Rev gritou - O que vocês são?
– Plague rats! - responderam os que estão ali há mais tempo
– Nunca serão! - Johnny bradou. Quase não vi aquele anão ali!
– Seremos Plague rats! - responderam os outros novatos.
– Então provem! - Syn berrou.
Lembra dos vultos que vi pela manhã? Assustadores e tudo mais? Esquece... Pessoalmente é pior. Bem ruim mesmo! Orcs, elfos, súcubus, íncubus, vampiros, lobisomens, demônios e outras criaturas, que não sei bem o que são, surgiram. Poucos ficaram em sua forma normal, assim como eu. Os caras e outros mentores foram aos seus protegidos. Eles me cercaram e, junto com os outros mentores, gritaram:
– Vocês querem ser Plague rats?
– Queremos! - respondi junto aos outros.
– Vocês querem o que? - eles retrucaram
– Queremos ser Plague rats! - respondemos.
Involuntariamente, uma reação começou em meu corpo. Asas negras, chifres, garras, dentes pontiagudos... Eu era um íncubus.
– Novatos, atenção - Jenna se pronunciou. - Suas formas ainda são temporárias. Podem se transformar ou não a hora que quiserem. Em breve, vocês verão seus mentores Moonchild - houveram vaias de protesto, mas ela prosseguiu - e também conhecerão a forma deles. Sua forma e lado só serão definidos no dia da ascensão. Agora, vão para fora e não se esqueçam dos limites!
Os caras me disseram o que são esses tais limites: um lado da floresta: nosso; o outro: Moonchild. Ou seja, eu não podia ver a Kerli. Só me restava a Emilie.
Cheguei à floresta: nada medonho (fora eu e outras criaturas). Fiquei livre dos meus "mentores" e fui explorar o território. Pra minha sorte, encontrei a Emilie em questão de minutos.
– Oi Emilie
– Oi - ela baixou a cabeça e ficou encarando o chão.
– Sobre a noite passada...
– Matt, - ela me interrompeu - me desculpe. Não tenho controle sobre a súcubus.
– Mas eu tenho sobre o íncubus - provoquei.
– Por enquanto, Matt. Seus poderes são fracos, ainda. No início, todos temos o controle. No fim, podemos até controlar a transformação, mas certas horas é involuntário.
– Como ontem comigo - falei
– Como ontem, com você e com todos os homens. Só se eu transar com um íncubus eu consigo manter minha forma humana e não matar.
– Então, com um íncubus...
– É, só com a mesma espécie fazemos sexo sem matar as pessoas.
– Então... - puxei-a para perto.
– Matt, não. Pelo menos, não agora.
– Mas...
– Eu prometi a Kerli que daria a você seu tempo de escolha. Vou cumprir minha palavra. Tchau Matt.
Ela se desvencilhou do meu braço e saiu dali, me deixando sozinho e parado na floresta. Com o silêncio, comecei a ouvir uma música um tanto... familiar.
There's a little creepy house
In a little creepy place
Voltei a minha forma humana e fui em direção ao lago, principal limite entre as duas "tribos" ou seja lá o que são. Encontrei Kerli em sua forma de ninfa: olhos brilhantes, pele reluzente, cabelos loiros e um vestido branco esvoaçante. Simplesmente irresistível.
Se a Emilie não me quis, alguém vai querer.
Uma linda ninfa loira, pra ser mais exato.

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