Bom, pra quem ainda não leu a história, vai entender.
O bonequinho que aparecerá nesse capítulo é esse aqui:
O bonequinho que aparecerá nesse capítulo é esse aqui:
Agora boa leitura folks!
Lluvy
Lluvy
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Cyborg puxou um papel de um bolso, e todos já muito ansiosos a observaram.
– O Sr. Niccals deixou essa mensagem para vocês. Posso ler?
– Claro, Cyborg. Prossiga. - Russel indicou-lhe o papel em mãos.
Ajustando o timbre de sua voz para uma perfeita imitação da voz de seu criador, Cyborg iniciou a leitura.
– Faceache, Noodle, Russ e sucata velha - a robô parou ao ler o insulto, deu um pigarro e voltou a ler na voz do esverdeado. - Vocês devem estar confusos, e provavelmente, em Plastic Beach. Se ainda estão ai, vocês estão ferrados! *dê minha risada maléfica aqui, Cyborg* -Depois de ler e entender o que ele queria, ela imitou a risada dele - Agora, saiam de Plastic! O tubarão está a postos e com a chave. Saiam logo porra!
– Acho que essa parte você podia ter pulado - Noodle riu.
– Bom, acho que é necessário ler tudo, já que ele mandou. - Cyborg voltou a voz de Murdoc - Se já estão longe daquele lugar, posso continuar. Ontem à noite, dia 30, fiz uma "festa de Halloween" para a banda. Pedi a Cyborg que me desse os "drinks especiais" que mandei-a preparar para vocês, mas, como essa merda desse robô é inútil, esqueceu de colocar o "boa-noite cinderella" e eu mesmo o fiz. - Ela engoliu em seco, olhando os outros. - Para o Russel, fiz um feitiço para ele voltar ao tamanho normal. Quando vi vocês todos dormindo, mandei Cyborg escondê-los. Ela não aguentou segurar Russel muito tempo e o largou na cozinha. Vocês dois ai, com cara de besta, ela escondeu sobre os chapéus no meu quarto. E a ideia de deixá-los quase nus foi minha. Mal imagino qual foi a reação de vocês dois acordando juntos!
– Aquele idiota! - Noodle esbravejou.
– Acalme-se querida. - 2D segurou sua mão - Prossiga Cyborg.
– Enfim, eu precisava escondê-los dos zumbis. É, zumbis! TIRA ESSA MERDA DE SORRISO DA CARA STU, QUE A COISA É SÉRIA! - Cyborg apontou para 2D que ficou corado ao parar de sorrir. - Aquela porra de bicho, Evangelist, surgiu na ilha alguns meses atrás, se vocês lembram. Depois disso, umas pessoas estranhas sem pele, com ossos para fora surgiram. Estranhei ao rever essas caras, mas não lembrava de onde os conhecia. Só me dei conta depois: o clipe Rock it! Como aquelas cabeças acharam um corpo? Enfim...
– As cabeças zumbis acharam corpo? - Russel indagou? - Então esse lugar está limpo!
– Nem tanto assim! - Noodle sussurrou - termine logo essa carta, Cyborg!
– TEM MUITO ENFIM NESSA PORRA DE TEXTO! - Eles se assustaram com o grito dela na voz do satanista - Ah merda! O que eu quero dizer é que o/a Evangelist foi até o Kong e trouxe os zumbis até Plastic. Acho que eles estão com raiva por tê-los matado para usar suas cabeças no clipe. Povo rancoroso! Desse modo, tive que me mandar. Eles não querem vocês, mas os escondi por precaução. Deixei a Cyborg lutando contra os zumbis. Voltei para o Kong. Achei que seria mais seguro aqui. Já que energia demoníaca os afasta, ela me protegerá desses trecos. Vão até o Kong se estiverem vivos. Sei que a Noodle me encontrará facilmente, ela tem boas lembranças do lugar onde estou... hahahahaha
– Idiota, satanista, filho da puta! - Noodle se revoltou, soltando a mão de Stu.
– Ah, e por favor, cuidem da sucata. Ela é semi-inútil, mas pode atirar nos zumbis caso precisemos. Murdoc - Cyborg pausou - Acabou. Eu já havia lido, por isso mandei-os vir para cá.
Todos se entreolharam, até Cyborg, que estava recarregando. O que fariam?
– Sr. Niccals colocou minhas armas no submarino dele. Vocês vão procurá-lo? Se forem, tragam minhas armas!
– Por onde iríamos começar? O Kong está em ruínas! - 2D já se retirava da busca.
– Você está certo, Stu. Mas na carta, ele disse que a pequena sabe onde ele se encontra.
– E eu sei - ela baixou os olhos e fitou a parede desmoronada do quarto. Nada era familiar, tudo era hostil; mas ela sabia que teria de chegar ao coração de seu demônio particular chamado Kong. - Aquele maldito! Passei muito tempo naquele inferno, não poderia esquecê-lo! Me sigam!
Desligando a Cyborg e deixando-a recarregar, os três seguiram pelas escadas até a garagem.
– É ali - a menina apontou para o Bunker Entrance. - Ele está lá.
Stu e Russel não entenderam, mas seguiram a pequena e desceram pela escura passagem. Colocando a máscara de gatinho que tinha na cabeça, ela abriu uma porta. Seus cabelos roxos tomaram um tom cor-de-fogo naquele lugar estranho e vermelho. O rosto de Stu ficou corado ao ver, de costas para a porta, Murdoc meditando. Russ, reparando o estado do vocalista, ficou na sua frente, poupando a guitarrista de qualquer "cena".
Batendo os pés no chão com força, ela assustou o esverdeado.
– Senhores, bem-vindos ao inferno. - Murdoc riu, e Noodle retirou a máscara. Ela não queria ver aquele lugar, mas sua revolta e raiva de Murdoc falaram mais alto.
– O que você veio fazer aqui? Podia ter ido para qualquer lugar, mas não voltar ao Kong!
– Acalma, coisa! - ele a empurrou - Lugares com forças demoníacas afastam zumbis! Não leram a carta?
– Lemos, mas não precisa ficar aqui, Niccals! Esse lugar inteiro emana a energia do inferno! - a garota saiu, sendo seguida pelo baterista. Ela reparou que Stu não os seguira, e sentiu um aperto no peito, mas seguiu andando.
– Sentiu saudades, faceache? - Murdoc encurralou - o na parede - Deve ter ficado frustrado ao acordar no meu quarto com ela e não comigo.
– Não - Stu tentava parecer firme, mas Murdoc o conhecia bem - Foi bom acordar com a pequena...
– Sério? - o esverdeado colou seu corpo no do vocalista - e ela te beija desse jeito? - Juntando os lábios ao de 2d, Murdoc puxava os cabelos da nuca de Stu. Separando-se dele e vendo a frustração nos seus olhos, Murdoc pegou-o pelo braço e o levou até seu trailer, jogando Stu na cama.
– Você é meu brinquedinho, faceache. - ele riu, mordendo a pele clara do pescoço do parceiro, que gemeu - e o farei não esquecer disso.
Enquanto 2D e Murdo se divertiam, Noodle ficara no quarto do vocalista.
– Vai ficar bem aqui, baixinha? - Russel falara na porta.
– Vou sim, Russel-san. Sempre fiquei aqui quando me sentia com medo ou sozinha. 2D sempre me abrigou. Acho que hoje não será diferente. Acho que hoje ele nem virá aqui...
Deixando a garota sozinha, Russel voltou para o segundo andar, e Noodle entrou no quarto psicodélico do amado. Sentando na cama dele, ela pegou o boneco de Stu que fizera para ele anos atrás. Sentia-se fraca por estar ali, triste e solitária, principalmente apaixonada por seu melhor amigo
– Maldito dia em que aquele beijo aconteceu...
(flashback onn)
– O que houve, pequena? - Stu abrira a porta e Noodle o abraçara
– Não quero gravar El mañana! Estou com medo 2D-Kun!
Ele a pegou no colo e deitou a guitarrista ao seu lado, que o abraçou com mais força.
– Acalme-se querida. Murdoc prometeu que nada lhe acontecerá. Você voltará para nós.
– Jura? Eu iria morrer de saudades de você se não o visse novamente - admitiu corando.
– Eu também, querida, eu também.
Noodle olhara as órbitas negras de Stu. Nenhum dos dois se atrevera a quebrar aquele olhar. Tomando a iniciativa, 2D se aproximou e a beijou. Os dois se beijaram com carinho, aproveitando cada carícia, mas o vocalista lembrara do Murdoc e separou-se da menina, mantendo apenas os braços ao redor dela.
– Querida - ele afagou seus cabelos roxos - eu e o Murdoc...
– Eu sei 2D- kun, você gosta dele - ele abaixou os olhos. - Só me faz um favor?
– Todos querida! - ele sorriu.
– Não me deixe hoje, e não me esqueça. - ela pediu
– Nunca te esquecerei - ele deu um selinho na garota, que adormeceu em seus braços, enquanto ele passava a mão nos cabelos dela. Sua insônia o fez ficar de olho em Noodle a noite toda, fascinado pela beleza dela.
(Flashback off)
Sentindo as lágrimas rolando ainda mais fortes devido às lembranças, ela deitou na cama e dormiu agarrada ao boneco.
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Horas mais tarde, Stu entrara no quarto e gentilmente acordara a guitarrista.
– Querida, você está bem? - ele olhou o rosto inchado dela. A falta de camiseta e a calça desabotoada disseram tudo a pequena: Murdoc!
– Estou. Não se preocupe comigo 2D-kun! - ela tentara sorrir
Stu beijara a testa da garota, e Murdoc entrara no quarto.
– Não acabei com você, faceache! Ah, oi Noodle! - ele parou no batente da porta.
2D fitou a menina, que forçara um sorriso desanimado no rosto.
– Não se preocupe comigo, ficarei bem aqui. - ela tocou o rosto dele.
– I can't stand your loneliness - ele segurara o rosto dela entre as mãos e beijou-lhe a testa.
– Don't trust people you meet - ela olhara para Murdoc que, sentindo-se insultado, puxou Stu e deixou a garota sozinha no quarto novamente.
Ao sentir uma lágrima tocar sua bochecha,Noodle agarrou forte o travesseiro de Stu, sentindo o cheiro dele ainda impregnado ali (menta, cigarros, e um perfume amadeirado). Embalada pelo cheiro dele e ligando o pequeno rádio na mesa ao lado da cama de Stu para ouvir sua amada "Feel Good inc."; a garota voltara a dormir com o coração apertado.
Love forever love is free
Let's turn forever you and me
"Por que meu amor não pode ser tão bonito como nessa música?" pensou sentindo os olhos pesando.
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