(Emilie's POV)
Kerli saiu do quarto de Matt e me passou seu relatório. Ele se comportou bem? Uau! Essa eu não esperava, pelo menos, não tão cedo. Até as correntes dele ela havia retirado, alegando que ele não é uma ameaça.
Bom, não é ameaça? Minha hora de brincar, então.
Fui para o quarto do novato e entrei sem aviso. O encontrei com uma lousa e um giz na mão, paralisando ao me ver.
–Sr.Shadows - falei - vejo que está cooperando.
Ele escreveu "Me chame de Matt, e se eu coopero ou não, não é da sua conta"
– Tudo bem Matt - sentei ao seu lado na cama - o que está achando.
"Que vocês são loucos, e tenho que seguir essa loucura" respondeu.
–É um ponto de vista. Errado, mas é algo.
Fiquei em silêncio. Fingi anotar qualquer merda na prancheta. Por que eu fico sem jeito com ele?
"O que você tanto escreve aí?"
– Nada demais, só algumas coisas que observo em você - menti - Falando nisso, o que você lembra da noite passada?
Eu estava curiosa e queria continuar o que mal havia começado noite passada. Eu esperava que o sonífero funcionasse ontem, só que não tão rápido. Nem pude me divertir um pouco!
"Poucas coisas" ele escreveu.
– Mesmo? Acho que não sou tão boa assim - fingi desapontamento.
"Não é isso, " escrevia ao meu lado "você me dopou"
– Pelo que parece, sim. - sorri
"Fãs já fizeram isso outras vezes" confessou.
– Então, não fui a primeira.
"Duvido que essa seja a última vez" provocou.
– Voltando a minha pergunta, você lembra de poucas coisas, certo? - Ele acenou que sim - Você se lembra disso?
Larguei a prancheta e arranhei com força suas costas, ainda marcadas por outros arranhões meus.
Ele estremeceu.
– Quem sabe, você se lembre disso - mordi levemente o lóbulo da sua orelha.
Resolvi melhorar a situação e sentei no colo dele.
– Com certeza - sussurrei em seu rosto - isso você vai lembrar.
Matt agarrou com força minha cintura e eu o beijei.
Senti sua língua invadir minha boca e explorá-la. Aquela sensação elétrica e magnífica do beijo dele era pouco, eu queria mais. Mordi seu lábio e ele deixou escapulir um gemido. Continuei a beijá-lo e senti seu membro rígido sobre minhas pernas. Ele apertou minhas nádegas fortemente com suas mãos, puxando-me mais ainda para sua ereção.
Ele olhou no fundo dos meus olhos e depois começou a beijar meu pescoço. Estava enlouquecendo com aquele homem, quando, de repente, percebi: eu não podia. Ficar ali, por mais um minuto, seria perigoso para ele. Não, definitivamente, eu não podia continuar. Tirei seus lábios do meu pescoço, me levantei e ajeitei minha roupa. Me aproximei do seu ouvido e sussurrei:
– Bom ver que você se lembra de ontem.
Matt me puxou novamente para o seu colo, e tentou desamarrar meu corset.
– Matt, não me obrigue a fazer isso...
Ele continuou tentando lutar contra os laços do meu corset e voltou a me beijar. Ele não entendia, nem entenderia: ali não era o lugar, nem a hora. Puxei da saia um tranquilizante e o injetei no braço direito dele.
Seus olhos imediatamente ficaram sonolentos e reparei que Matt tentou sibilar um "por que". Retirei a agulha de seu braço e o abracei.
– Matt, não me entenda mal, isso foi só um teste.
Deitei-o na cama e sai sem olhar para trás. Deus sabe o quanto eu queria estar ali, agarrada com ele, rasgando os lençóis, gritando, gemendo, perdendo o fôlego sentindo-o penetrar meu corpo.
Mas, tudo tem seu tempo, e sei que isso acontecerá logo. Cansei de ver a Kerli sempre conseguindo os melhores homens. Matt será meu, assim que se tornar um Plague rat.
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