(Matt's POV)
Parei na beira do lago, tentando enxergar a outra margem. Merda de hora que saí da forma de íncubus.
Forcei meus olhos a voltar a visão do íncubus. Depois de um tempo (lê-se: tempo pra caralho) consegui minha "visão noturna" de volta, e foi quando a enxerguei, parada na outra margem, fitando o lago. Envolta em um vestido branco brilhante, ela parecia uma deusa.
Kerli cantava a mesma música que cantou para me fazer dormir. Ela não havia percebido a minha presença e continuava a cantar.
– Do you know what is all about?
– Are you brave enough to figure out? - cantei a frase seguinte.
Ela olhou na minha direção assustada. Kerli se virava de costas para mim, preparada para correr, quando a chamei.
– Kerli, desculpa, não quis te assustar.
– Matt, é você? Achei que fosse outra pessoa.
– Quem? - falei curioso
– O Syn.
– E você ia fugir?
– Matt, tenho assuntos com ele, nada demais. O que você quer? - Ela falou seca.
– Falar com você - confessei
– Então, fale.
– Kerli, não aqui. Queria estar perto de você.
– Eu acho que não devemos...
– Kerli, por favor. - me senti uma criança implorando por um doce.
– Ah,... Tudo bem, mas não aqui. Venha comigo. - ela começou a andar pela margem do lago, e eu a imitei. Chegando a margem, ficamos lado a lado, sem nos tocarmos. Continuamos a andar até alcançar um tipo de túnel.
– Kerli, onde estamos?
– No meu quarto - ela sorriu - Seja bem-vindo ao túnel da morte.
(Kerli's POV)
– Túnel da morte? - Matt repetiu
– Sim. Diz a lenda do hospício de Waverly Hills que um louco assustava e tentava matar funcionários que passavam aqui. - ele estremeceu.
– E isso é verdade?
– Não. É só um túnel velho que reformei e fiz meu quarto.
Ele ficou em silêncio. Atravessou o túnel comigo e chegamos ao meu quarto. Acendi as luzes e as paredes verde-oliva pareceram brilhar. Sentei-me na cama e Matt fechou a porta e ficou de pé na minha frente.
– Estamos seguros aqui? - falou com medo.
– Sim, estamos. Meu quarto e o Instituto são locais neutros. Agora, fale.
– Desculpe - ele baixou a cabeça.
– Por que?
– Só te dei trabalho desde que cheguei.
– Matt, você não me dá trabalho. - sorri para ele.
– Sério, Kerli. Você deu um jeito na minha garganta, salvou minha vida... Com certeza, eu te devo uma.
– Nada Matt, é da minha personalidade ser assim.
Ele se aproximou mais e me levantou da cama, deixando-nos frente a frente.
– Kerli, você não entende - ele colou seu rosto no meu
– O que? - sussurrei aproximando meus lábios, sentindo seu perfume.
– Eu estou louco pra ter você.
– Matt - me afastei - mas a Emilie e você...
– Kerli, eu não quero ela. Eu quero você, e eu te quero agora.
Com um puxão, Matt me beijou. Aquele sabor do beijo dele era diferente, encantador. Me agarrei com força ao seu pescoço e o senti segurar firme meus quadris. Passei minhas pernas por sua cintura, e ele passou as mãos para a minha bunda. Matt fazia pressão ali, deixando as marcas dos seus dedos e me fazendo ficar mais excitada.
Como meu vestido já havia subido até minha cintura, me livrei dele, ficando só de calcinha. Matt passou a beijar meus seios e eu me movimentava sobre seu membro.
Sentia sua ereção a cada movimento que eu fazia. A única barreira entre nós eram suas roupas.
Matt lutou contra a calça jeans com a mesma violência que me jogou na cama.
Ficando somente com a boxer, deitado por cima de mim, ele começou a acariciar meus seios, deixando-os cada vez mais rígidos. Cedi as suas carícias sem nenhum protesto, sentindo cada limite do seu corpo sobre o meu.
Com extremo cuidado, como se pedisse minha autorização, Matt afastou minhas pernas e tirou minha calcinha com a boca. Quando ele a retirou por completo, suas mãos começaram a subir arranhando minha coxa. Ao alcançar minha virilha, deslizou seus dedos por ali, fazendo pressão com seus dedos, friccionando cada vez mais, me deixando louca.
Sorrindo ao ver meu prazer, Matt beijou toda a extensão do meu corpo: sua língua descia da minha orelha para o meu pescoço, fazia o contorno dos meus seios e descia para a minha barriga, me fazendo arrepiar.
Alcançando meu ventre, pude ver um sorriso malicioso se formar em seu rosto. Sua mão havia parado com os movimentos e eu protestei com um gemido. Ele pressionou minhas coxas com as mãos e começou a passar a língua pelo meu clitóris, dando pequenas mordiscadas e beijando-o, como se me beijasse. Aqueles movimentos, a precisão de todos eles... Eu estava beirando o orgasmo, e tenho certeza que ele percebeu isso.
Matt tirou a boxer e voltou a ficar por cima de mim. Senti seu pênis entrando no meu corpo, e gemi de prazer. Como eu imaginei na noite anterior: com um membro desse tamanho e dessa grossura, ele não precisa nem saber o que fazer, só isso já levaria qualquer uma a loucura.
Mas, ele é bom no que faz, e o danado sabe disso. Com estocadas lentas e fortes, sentia-o se movendo dentro de mim. Eu precisava de mais. Cada segundo era pouco. Cada vez que ele se movia para fora do meu corpo, eu gemia. Eu precisava dele dentro de mim.
Cravei minhas unhas em seu pescoço com força e ele urrou, tanto pela dor quanto pelo prazer. Seus movimentos começaram a se acelerar. Passei a seguir seu ritmo, tentando ter seu membro ainda mais enterrado em mim. Nos movíamos com sincronia e luxúria. Desejo era pouco para o que eu estava sentindo.
Senti minhas pernas tremerem, eu estava completamente alucinada naquele momento. Cheguei ao ápice, mas Matt parecia querer mais. Ele continuou dentro de mim, até que senti seu gozo me preenchendo.
Matt retirou seu membro do meu corpo e desabou ao meu lado. Ficamos ali, parados em silêncio, recuperando o fôlego por minutos.
– Você é perfeita - ele sussurrou mordiscando minha orelha.
– Matt...
– O que... - ele arfava
– Eu quebrei meu acordo com a Emilie de não chegar perto de você.
– O que?
– Não devíamos ficar perto de você, até sua decisão.
– Decidir? O que?
– Seu lado. E com qual de nós ficará.
– Ainda isso? Por que não posso escolher o lado dela e ficar com você e vice-versa?
– Porque, minha criança, - suspirei - em qualquer um dos casos, alguém morre: ou você me mata sendo um íncubus, ou a Emilie te mata por ser uma súcubus.
– Mas,... Eu não quero deixar você. Nem os meus amigos.
– Então, eu escolho por você, Matt.
– Quê?
– Acho que devemos deixar de nos ver.
– Você está dizendo que...
– Isso mesmo, Matt. Não devemos nos ver assim. - Peguei meu vestido e o coloquei. - Caso escolha ser um Moonchild, não escolha só por mim: escolha por gostar do que somos.
Ele pegou suas roupas e começou a vesti-las. Depois de colocar a calça, Matt passou sua blusa pela minha cintura e me puxou para si. Nos beijamos novamente. Eu me sentia tão bem com ele, tão calma, tão... humana.
Minha criança me soltou e fui abrir a porta para ele. Enquanto voltava pelo túnel, ele se virou, percebendo que eu ainda o observava e sorriu.
– Kerli - ele falou com aquele sorriso malicioso.
– O que?
– Saiba que, qualquer que seja a minha escolha, ela será por sua causa.
Sorri para ele, voltando a me sentir única e completa.
Fechei a porta e me joguei na cama, embolando mais ainda os lençóis. O cheiro dele estava impregnado ali, as lembranças estavam frescas na memória, marcadas na minha pele.
Ouvi batidas na porta. Será que ele havia esquecido algo?
– Entre. - falei sem me preocupar com meu estado.
Congelei ao ver quem era. Sorriso torto, exibindo a fileira de dentes brancos e afiados, olhos claros e profundos... Um rosto bem emoldurado pelos cabelos negros.
– Querida, cheguei.– ele deu uma risada estridente.
Eu sabia por que ele estava ali, mas não queria acreditar.
Brian estava ali para me fazer desistir do Matt, e para isso, ele tentaria de tudo. Até usar a coisa mais importante da minha vida para me tirar do caminho da Emilie.
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