(Matt's POV)
Fiz o pedido do melhor jeito: tentando a Emilie. Se ela for só uma maluca e for com isso até o fim, nada vai acontecer, só vou transar e foda-se o resto. Mas, se a história dela for verdade, eu estarei morto. Nada melhor do que um masoquismo, não?
– Matt, eu... não posso - ela tentou virar de costas, mas segurei seu corpo e a encostei contra a parede.
– Emilie, - falei olhando em seus olhos - eu não tenho nada a perder.
– Matt....
Antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, puxei seu rosto e a beijei. Um sabor doce invadiu minha boca. Um contraste interessante com a pessoa violenta e agressiva que Emilie demonstra/diz ser.
Desci o cós da saia de Emilie e comecei a passar meus dedos naquela parte do seu quadril. Ela ficou arrepiada e soltava gemidos entre beijos. Eu já estava mais do que excitado e comecei a tirar a roupa dela. Eu queria Emilie, e eu a queria ali.
(Emilie's POV)
Conforme Matt apertava meus quadris e pressionava seu corpo contra o meu, eu sentia seu membro rígido e excitado. Coloquei minhas pernas ao redor do seu corpo e ele me agarrou firme. Comecei a me movimentar sobre ele e Matt seguia meus movimentos com sincronia. Eu já começava a sentir os efeitos desse prazer todo.
Estava começando, outra vez...
Sem cerimônia, Matt me jogou na cama, ficando por cima de mim. Com um puxão forte para baixo, ele tirou minha saia e minha calcinha. Eu só estava com o corset, mas por pouco tempo.
Ele me virou de costas e, desesperadamente, puxou os laços do corset. Agora, nada mais cobria meu corpo.
Estava entregue ao momento.
Matt pediu para morrer? Eu atenderei.
É um processo sem volta a partir de agora...
(Narrador)
Matt tirou sua boxer e voltou a ficar por cima de Emilie. Ela, por sua vez, o empurrou para o lado e sentou-se sobre ele.
– Minha vez– disse ela com uma voz demoníaca.
As unhas dela começaram a se alongar e, Emilie agarrou o membro de Matt com força, tocando-o apressadamente, de um jeito que o fazia pulsar mais e mais, e fazendo Matt fechar os olhos e gemer em aprovação.
Ela sabia o que estava fazendo: Emilie queria que Matt não visse sua transformação, e faria de tudo para que ele permanecesse assim.
Agora, a criatura já a havia dominado.
Enquanto ele delirava e ofegava de prazer, a criatura sobre ele se transformava. Asas negras e deformadas rasgavam suas costas; os dentes, brancos e impecáveis, tornaram-se lanças amareladas e tortas na boca de Emilie; e os chifres? Todos marcavam o interior da sua pele na altura de seus ombros e em sua testa, tornando sua figura pavorosa.
"She's a dwelling place for demons,
She's a cage for every unclean spirit "
Aquela não era mais a figura da garota curvilínea e alva que Matt desejava tanto. Aquela coisa poderia realmente matá-lo. Emilie não estava mais ali, definitivamente.
Com a mão livre, a súcubus arranhava a barriga de Matt, que estava beirando o ápice do delírio.
Emilie/súcubus colocou o membro de Matt em seu interior, rebolando seus quadris sobre ele em aprovação à sensação.
Matt quis olhar para Emilie, queria ver o rosto dela quando chegassem ao orgasmo, tão desejado; porém, o ser que ele encontrou era outro.
– Emilie? - falou apavorado.
A criatura grunhiu e Matt finalmente acreditou no que Emilie lhe dissera: sexo com ela é mortal. Ele tentou sair debaixo da criatura, mas a súcubus, que era mais forte, o manteve ali. Quando ela começou a se mover sobre seu pênis, Matt gemeu de medo, prazer e desespero.
Ele sabia o quanto queria aquele corpo, mas não aquela criatura. Seu maldito ceticismo iria matá-lo.
"Já que não tenho escolha e é pra morrer, melhor morrer transando do que ser devorado por essa coisa" pensou.
As forças dele começavam a faltar, enquanto a súcubus voltava a forma de Emilie. Os movimentos tornaram-se mais frenéticos e, a vida dele, mais frágil.
Ambos começaram a ouvir uma voz chamando Emilie ao longe. Ainda sob o domínio da criatura, ela pensou que fosse Matt e tampou sua boca.
Porém, um pouco depois, Emilie recobrou seu lado humano e sua consciência, o que a fez gritar e sair de cima do rapaz, deixando-lhe ainda com resquícios da vida que tinha...
Para aumentar mais seu desespero, a porta se abriu.
Ela estava ali, do lado de fora.
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