segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Capítulo 6. Walking on air

Oi povo!
Nota da autora só pra dizer que: a música que a Kerli canta nesse capítulo é essa aqui:
Boa leitura!
Lluvy


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(Kerli's POV)
Cheguei tarde demais. Emilie estava de pé, nua, ao lado da cama, chorando. Matt estava paralisado, com seu membro grande e rígido exposto; completamente nu. E morto.Por um segundo, quis matar Emilie, mas, me lembrei de sua condição: ela fica inconsciente quando se transforma em súcubus.
– EMILIE! - gritei. Como eu disse, eu tentei manter a calma, não consegui - O QUE VOCÊ FEZ?
– Kerli, ele ainda está vivo! Salve-o, por favor - ela gritava, suplicante.
– Lilie,... - me acalmei, vendo que ele ainda respirava - vista-se e saia. Você já fez coisas demais por aqui,não?
Ela pôs a saia e a calcinha, enquanto eu refazia os laços de seu corset. Ela colocou a boxer no Matt (embora eu ache que não precisava) e saiu.
Sentei ao seu lado e apoiei minhas mãos em seu peitoral. Concentrei-me em sua respiração e nos ferimentos que a súcubus provocara. Fechei os olhos e senti sua respiração se acelerando... Em questão de minutos, ele abriu os olhos. Tentava recuperar o fôlego, estava exausto.
– Kerli! - ele me encarou - A Emilie...
– Calma, Matt. A Emilie voltou ao normal. Ela te salvou, sabia? Ela conseguiu voltar ao normal antes de...
– Antes do meu orgasmo? - ele falou e eu desviei o olhar.
– Não Matt. Quer dizer, sim, mas principalmente, antes de você morrer.
– E você? O que faz aqui? - indagou.
– Ouvi gritos vindos da ala dos novatos e Emilie não havia saído. A porta principal estava trancada, então fui até a porta dos fundos e cheguei aqui.
– E o que você fez?
– Eu te curei.
– A Emilie me falou que você podia fazer isso. - fiquei paralisada. Ela falou sobre nossos poderes e formas? - Você é uma curandeira dessas de macumba ou uma maga do tempo? - ele falou.
– Não, Matt, não sou um personagem de RPG ou uma "curandeira de macumba" - franzi a testa - Sou uma ninfa.
– O que?
– Uma ninfa. Sou um ser ligado à terra e aos seres que nela vivem. Entre meus poderes, tenho a cura.
– E você também pode... - ele olhou para a boxer.
– Não, não mato alguém com sexo - ele riu.
–Então... - ele colocou a mão na minha coxa e sorriu maliciosamente.
– Então, você vai dormir - falei séria. Ele transa com a Emilie e acha que vai ficar comigo? Nem a pau! - Boa-noite, Shadows!
– Kerli - ele falou antes que eu levantasse da cama.
– O que? - falei furiosa.
Ele me beijou. Sua boca tinha um gosto único. Eu sentia o sabor de uma vida nova naquele beijo. Uma vida que EU havia lhe dado. Ou melhor, devolvido. Ele quebrou aquele beijo e me olhou sorrindo, deitando sua cabeça em meu colo. Fiz carinho em sua nuca e cantei uma música para ele.
"There's a little creepy house,
In a little creepy place.
Little creepy town in a little creepy world.
Little creepy girl
With her little creepy face
Saying funny things
That you have never heard.
Do you know what is all about?
Are you brave enough to figure out?"
Depois desses versos, Matt adormeceu. Obviamente, aquela música era para ele. E para mim também. Deitei sua cabeça na cama, me levantei e saí. Emilie encarava a porta da qual saí, quando voltei para o corredor. Sabíamos que, depois da cena desta noite, ele estava pronto. Era hora de mandá-lo para o 3º andar. Em um só dia, Emilie conseguiu fazê-lo acreditar no nosso mundo, mesmo que isso quase tenha custado a vida dele.
Não troquei uma palavra com ela. Fomos lado a lado até a floresta e nos separamos quando fui em direção à minhas crianças.
Em meio à toda a agitação dos Moon children, eu não conseguia esquecê-lo.
Matt Shadows.
Mas, ele preferiu a Emilie. Então, tudo que me resta é me afastar e continuar meu caminho.
"That little creepy girl
Oh! She loves to sing!
She has a little gift
An amazing thing.
With her little funny eyes of hazel
With her little funny old blue hat
She will go and set the world on fire
No one ever thought she could do that"
Droga de música que não sai da minha cabeça!

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