sábado, 20 de outubro de 2012

Capítulo 20. Now that I must try to leave it all behind

Notas da Autora: Hey pessoas!
Novo capítulo de Sweet Nightmare! *--------*
Demorou mais surgiu! E nesse eu estava inspirada pra contar a história de vida da Emilie.  Espero que vocês gostem, e por favor, comentem porque sou uma autora ansiosa e louca; afinal, eu escrevo essa fic, né? hahahahaha'
Beijitoos *3*
P.S.: Qualquer erro, só avisar nos comentários, ok meus lindos?

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            Todos encaravam Emilie. A garota, encolhida e amparada pelo braço da Kerli, enrolava uma mecha de seus cabelos ruivos entre os dedos, tentando controlar seu nervosismo e suas mãos trêmulas. Seus olhos estavam fixos em suas unhas do pé – pintadas de roxo metálico – e nos hematomas que começavam a desaparecer de seu corpo, graças aos seus poderes de cura, deixando um tom amarelado em sua pele branca.

        - Lilie, - James se aproximou dela, retirando a mão esquerda dela do cabelo e apertando-a levemente – Nós estamos tentando entender a história, mas está difícil. Se você não se sentir mal, poderia contar desde o começo sua relação com o Andrea Ferro e como ele foi parar no corpo do Matt?

        - Jimmy... – ela olhou para ele, observando todos os outros na sala atrás dele. Dando uma longa olhada para sua amiga ao seu lado, Emilie sentiu-se um pouco protegida, porém, não totalmente confiante para falar.

        – Tudo bem, eu conto.

        - Não faça isso com você, Lilie! – Kerli conhecia a garota. Entendia como ela era perturbada por esses fantasmas, e sabia que quanto mais ela falava nisso, mais triste ficava.

        - Eu preciso contar pra eles, Kel! Se vamos enfrentar ele, eles tem que saber com o que estão lidando!

        - Deixa ela falar logo, pequena. – Brian tocou o braço de Kerli lentamente, fazendo sinal com a cabeça indicando James. Ela lembrou da pequena “paixonite” do Jimmy pela amiga, então abraçou o namorado e deixou o outro rapaz envolver Emilie com seus braços longos e desajeitados.

        - Sem pressa, Emilie, pode falar ao seu tempo. – Johnny falou encostado ao armário.

        - Então, eu vou falar. – Ela encostou-se no peito do baterista, tentando afundar seu rosto na camiseta dele. – Tudo começou em 2000, quando fui à um festival de rock, buscando novos estilos musicais. Acabei conhecendo a banda Lacuna Coil, na qual o Andrea era vocalista. Depois dos shows, fui ao backstage e conversei com várias pessoas, mas toda hora que eu falava com alguém, meus olhos se voltavam para o canto em que o Andrea estava.

         - Vai dizer que a Emile Autumn Liddell se apaixonou  a primeira vista? – Zacky ironizou e tomou um pescotapa de Brian – Tá, parei!

        - Não Zachary, mas na hora, foi o que me pareceu. Depois de tentar ignorá-lo, e perceber que não conseguia mais, fui até ele, que me recebeu sorrindo. – Emilie engoliu em seco ao lembrar do sorriso sarcástico e safado que Andrea lhe lançara aquele dia, mas continuou a falar – Ele me falou sobre suas origens: italiano, 27 anos na época, sua banda estava na estrada há 5 anos. Ele se interessou pela minha história, e me apoiou na minha idéia de seguir minha carreira musical. Um mês depois, nós estávamos namorando. No nosso aniversário de um ano de namoro, ele me revelou que era um demônio. Imaginem que na época, eu ainda não tinha poderes, nem entendia isso. Andrea me explicou que ele me levou até sua direção naquela noite, com seus poderes mentais. Ele também me disse que sentia poderes grandiosos emanando em mim, e que seríamos perfeito juntos.        Ela parou a história. Sentia nojo de lembrar de como reagiu pacificamente a toda essa história. Andrea era estranho, mas a seduzia de tal modo que ela sentia necessidade de ficar perto dele o tempo todo.

        - Então, em 2003, meu primeiro álbum saiu. Seguimos em turnê juntos, não ousava me separar dele de jeito nenhum. Até que, em 2005, eu presenciei um de seus assassinatos.

        - Assassinatos? Emile, essa parte da história eu não conhecia! – Kerli se manifestou, e Emilie enfiou seu rosto na camisa de James com mais força, tentando esconder-se dos olhares acusadores.
        - Entendam, eu não queria ver pessoas morrendo, mas não conseguia deixar o Andrea! – Ela começou a chorar, seus cabelos ruivos colando na face, escondendo-a mais. -  Ele tinha uma obsessão: torturar pessoas mentalmente e matá-las em seguida. Quando vi a Kerli e o Syn se contorcendo no chão hoje cedo, e vi o sorriso de Matt, me lembrei do Andrea, e por isso os salvei. Não tinha associado os dois, não até uns momentos atrás. Mas voltando a história, na primeira vez que Andrea matou, uma linda garota loira, na minha frente, quis chamar a polícia. Ele me torturou, me fez esconder o corpo dela no armário do hotel, depois de arrombar um quarto vazio. Ele me controlava. Fiquei com medo dele depois disso, e não podia mais deixá-lo.

        - Emilie, acalme-se, você está tremendo muito. – Jimmy tirou os cabelos dela do rosto, - O que você podia fazer sem poderes e contra um demônio? Impossível!

        - Eu não sei, Jimmy! Eu devia morrer, mas não podia deixá-lo fazer mais isso! Só que Andrea apoiava minha carreira, e me torturava mentalmente, me acusando de cúmplice de assassinato, como se eu quisesse fazer aquelas coisas! – Sullivan segurou Emilie contra seu corpo, parecendo niná-la. – Ele me forçava a fazer sexo com ele, e era algo mecânico e agressivo. Aquilo me tornou uma pessoa fria, e egocêntrica, em busca do meu próprio prazer e da felicidade do Andrea. Passei a aceitar suas investidas, e a ser apenas um objeto das vontades dele. E então, em maio de 2006, resolvi inovar. Não sentia mais o toque do controle dele na minha mente. Esperei-o no quarto, não vestia nada. No meio da transa, comecei a transformação. Eu sentia meus poderes fluindo, mas não tinha controle. Ele começou a gritar, pedir socorro, e eu não podia fazer nada, apenas chorava. Andrea me amaldiçoava, gritava meu nome me chamando de assassina, até que morreu. Vi seus olhos vidrados me encarando, mas ainda não tinha controle dos meus atos. A súcubus ainda me dominava e bebia o sangue dele com vontade. Quando pude voltar ao normal, ele estava ali, seco, os olhos fixos no teto, sem nenhum fio de vida. EU O MATEI! Era isso que eu queria, eu já não o amava mais! Mas Andrea era humano também, e não merecia um final tão macabro.

        - Lilie, Lilie – Kerli tocou seu braço – Ele faria coisa pior com você, pudemos ver isso esta noite. E o que aconteceu depois?

        - O que você já sabe: me filmaram saindo do quarto, e me tornei procurada por assassinato. Fundei o instituto e me escondi aqui. Larguei minha vida musical, e me dediquei aos Plague Rats. Você surgiu na minha vida e fundou a Moonchild Academy.

        Todos ficaram em silêncio. Ninguém sabia tanto sobre a vida de Emilie.

              - E como ele parou no Matt?

        - Não sei! Mas o Andrea conhecia magia negra. Só sei que, depois daquela noite que quase matei o Matt, algo mudou.

        - Então, quer dizer que...

        - Isso mesmo, Kerli. Depois daquela noite, uma porta foi aberta, e Andrea atravessou-a.

        - ISSO QUER DIZER QUE O MATT MORREU? - Zacky cruzou os braços sentindo-os arrepiados.

        - Não Zacky. O Matt está aprisionado naquele corpo, afinal, seus poderes de incubus ainda existem, senão, ele estaria morto depois de tentar transar comigo.

        - Então quer dizer que... – Brian se manifestou. – Ele tem os poderes do Incubus do Matt?

        - Do Incubus e do demônio do Matt. Andrea tem o dobro de força demoníaca agora. Nós não temos chance de vencê-lo, a menos que...

        - A menos que o que? - Kerli sentia repulsa depois de descobrir que havia dormido com um serial killer, não com um cantor famoso e que a desejava.

        - A menos que comecemos uma guerra. E esse será nosso fim.

        ...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Explicações, como ver as fics, etc,etc.

Oi pessoas/leitores/leitoras!
Minhas fics agora estão aqui.
Já que o site no qual eu postava vai começar a excluir as categorias, e não deixar mais postar sobre bandas e tal, resolvi criar um blog só para minhas fanfics. 
Para ler a fic que você acompanha, é só clicar no nome dela na barra acima. Atualmente, só tenho a Sweet Nightmare  (minha preciosa fic) e a November Has Come (da minha amada banda favorita Gorillaz).
Espero que vocês continuem a me acompanhar nessa nova fase das fics, pois vou deixar de postar no outro site. Os comentários são abertos, mas gostaria que colocassem os nomes de vocês como estavam lá no site. É mais fácil da autora anta identificar seus leitores. Espero a compreensão de todos vocês!
Kissu~kissu
Lluvy Hauss

Capítulo 19. What I'll do to feel alive


Emilie desmaiara ao chegar no quarto de Kerli. Brian saíra da cama e se vestira, enquanto Kerli colocou a amiga no colchão e começou a cuidar dela.
Retirando o lençol ensangüentado, a ninfa colocou um vestido em Emilie, e deixou-a descansar. Poucos minutos depois, seu quarto estava repleto de homens. Rev, Zacky, Johnny e Syn se amontoavam em torno das duas. Kerli dava seu máximo para curar a ruiva, que já respirava melhor, e tinha seus batimentos cardíacos mais estáveis.
- Onde estamos? - Emilie olhou o quarto ao redor - Graças a Deus, estou aqui com vocês! - Ela enlaçou Kerli em um abraço, e em seguida retomou sua fala - Preciso da sua ajuda, Kel! Aconteceu algo que eu não esperava. Meu pior pesadelo!
- O que aconteceu, Em? - Rev sentou-se na frente da ruiva.
- Uma coisa que eu tentei ignorar, que eu fingi esquecer, mas que nem por um segundo deixei de pensar.
- O que foi, fale logo, Autumn! - Syn parecia impaciente.
- Primeiro, eu preciso contar uma história para vocês; é sobre meu passado, e como começou toda a história do Instituto.
- Mas isso não é óbvio? Você descobriu seus poderes e veio pra cá. - Johnny comentou.
- É, mas como eu descobri meus poderes vocês não sabem.
- Mas eu sei. - Kerli interveio. - E o que isso tem a ver com seus ferimentos, Lilie?
- Tudo! Matt me feriu! Mas não foi só ele!
- Como assim, Emilie?
- Ele está possuído... Possuído por um ex namorado meu.
- O que? - Zacky estava espantado - e como isso aconteceu? Onde está o Matt!?
- Eu não sei! Espero que bem longe daqui.
- E quem é esse seu ex-namorado, Lilie?
- Você deve ter escutado falar nele no passado, Syn. Foi um tremendo escândalo quando o matei - a ruiva começou a chorar. - Seu nome era... Digo, é, Andrea Ferro. O homem que fora assassinado, deixado sem uma gota de sangue no corpo. E a culpa foi dessa merda desses poderes!
- Então quer dizer que... - Syn começou.
- Isso mesmo, Brian. Eu descobri meus poderes ao matar, acidentalmente, meu ex-namorado.

Capítulo 18. If you feel better


Emilie se sentia indefesa. Presa na sua própria cama, amordaçada. Tudo bem, ela tinha um gosto estranho e certos fetiches, mas um estupro não constava na lista. E era isso que ele faria com a ruiva.
Lilie tentava gritar, mas quase sufocava quando alguns fios soltos da gaze tocavam sua garganta e sentia vontade de tossir. Ele simplesmente ria daquela cena, vendo a garota na situação em que esteve dois dias antes: a presa. A cobaia. Dessa vez, ela pagaria por tê-lo feito sofrer.
– Grite enquanto resta alguma vida - ele sussurrou cada palavra lentamente na orelha da menina, que arregalou os olhos em pavor.
Emilie não estava acostumada a ser a vítima, mas sim a caçadora. Seria ele tão brutal ao ponto de matá-la e deixá-la ali? Ninguém nunca subia no quarto dela, então demorariam a achar seu corpo.
– Dentro desse lugar, mudanças começaram a acontecer comigo - ele falou, puxando as botas dela - sentimentos animalescos despertam em mim, dominam meus sentidos e eu perco o controle.
Matt rasgou as meias de Emilie até elas estarem totalmente fora do corpo da garota, agora com arranhões pela perna. Ele lambeu a parte interna de suas coxas e sorriu ao vê-la fechar os olhos, sentindo prazer e agonia ao mesmo tempo - Relaxe enquanto fecha seus olhos pra mim. O prazer é todo meu desta vez
Lentamente desamarrando o espartilho da ruiva, ele sorriu ao vê-la completamente nua. Abocanhou o seio direito dela, agarrando o outro com a mão. Ela não queria demonstrar prazer, mas seu corpo se curvou as carícias.
– Revele seu desejo enquanto morre - Matt falou mordiscando o mamilo dela.
Cansado de lhe fazer carícias, ele desceu para a barriga de Lilie. Começou com lentas mordidas, mas violentamente, ele enfiou os dentes nela, marcando a pele alva com um tom roxo. Próxima mordida: ela começa a sangrar da marca deixada com o formato dos dentes dele. Mais uma mordida, mais uma. Ele não descansa enquanto não consegue deixar uma mordida em carne viva no abdomen dela. Emilie grita, grita e engasga com o pano, mais uma vez. A risada de Matthew é alta e possuída. Aquele ali não era o garoto indefeso de dois dias atrás. Sem ver um jeito de escapar, ela o chuta no meio das pernas.
– Sua puta! - Matt deu um tapa nela. - Chega de gracinhas!
Desabotoando a calça, Matt deixa seu membro a mostra no rosto de Emilie. Tirando a mordaça dela, ele assume o controle do corpo dela.
– Deixa que eu mesmo controlo você, senão vou acabar é sem pau também!
Sentindo lágrimas maiores rolando por seu rosto, ela sente sua boca sendo invadida pelo membro dele. Ele começa a dar estocadas dentro dela, e Emilie não tinha controle de sua boca. Queria mordê-lo, correr daquele lugar, mas não podia. A magia que aquela criatura usava mantinha seu corpo parado ali, sua boca estática em formato de "O" enquanto ele a forçava cada vez mais.
Cansado de brincar com a boca dela, Matt ficou cara-a-cara com ela.
– Você é cruel, e sem sentimentos! Me deixe sair. - ela cuspia as palavras nervosamente.
– Se é necessário, se te ajudar chorar que sou sem-coração, eu não ligo - ele riu no seu rosto. - O prazer é todo meu desta vez.
Penetrando-a rapidamente, Emilie gemeu com a força que ele a preencheu, se odiando em seguida por ter feito isso.
– Eu não sei realmente o que você quer de mim. - ela falou entre as investidas que ele dava cada vez mais fortes e aceleradas.
– Só uma coisa... Seu fim.
Como ela havia lhe falado, eles não se transformaram. Só quando uma súcubus e um íncubus fazem sexo isso é possível. Cada vez mais assustada, ela não conseguia encará-lo mais, e tentou torcer o rosto, mas a mão de Matt o segurou.
– Não desvie seu olhar, eu não mandei - ela voltou a sentir uma dor lacinante na cabeça. - quer saber, não preciso olhar para essa sua cara de vadia mesmo. Vire-se.
Sem mesmo esperar a reação da garota, ele virou o corpo dela, cruzando seus braços em um X. De costas, ela não viu quando ele a penetrou, muito menos, quando ele puxou uma faca e a empunhou nas costas.
– Sabe de uma coisa, querida? - ele sussurrou - Você é péssima na cama. - Agradeça o favor que estou lhe fazendo.
– O que?... - sem poder continuar, ele enfiou a faca na direção do coração dela.
– Pelo que me informei, uma súcubus sem coração morre. Então, apunhalar essa região seria quase sua morte, não Lilie?
Sentindo falta de ar, ela não conseguiu respondê-lo. Ele colocou as calças e simplesmente a virou de frente, retirando as amarras e a faca das costas dela.
– Vá para o inferno, Autumn - ele lhe deu um selinho e saiu.
Emilie sabia que não estava morrendo. Matt fora esperto, mas esquecera que ela tinha poder de cura. O problema é que isso não estava funcionando. Ela precisaria de uma outra ajuda, só não queria admitir.
Se enrolando naquele lençol nojento, ela subiu até o telhado, único acesso para o lado de fora e gritou para o lado de fora. Do meio das sombras, um minotauro surgiu, e Emilie se jogou, caindo nos braços dele. Saindo de sua transformação, ela viu que era Rev, e suspirou de alívio
– Por favor, Rev, me leve até o quarto da Kerli!
– Mas ela está lá com o Syn e... Você está sangrando!
– James Owen Sullivan! Me leve até ela, por favor! Depois chame os Johnny e o Zacky. Preciso falar com vocês.
Dentro do quarto, Syn caia sobre o corpo da loira, que sorria satisfeita.
– Você continua um animal! - ela riu, acariciando a barriga do namorado.
– E você continua rebelde. Adoro isso - ele deu um selinho na namorada.
Aquela cena foi interrompida por fortes batidas na porta.
– Deve ser a Hayley com a Emma. Coloca uma cueca, Bê.
Colocando o vestido por cima do corpo nu, Kerli abriu a porta, surpresa ao ver Jimmy carregando Emilie, banhada em sangue.
– Kerli, por favor, ajude-a. Ela está perdendo muito sangue e desmaiou vindo para cá.

Capítulo 17. Scream till there's silence

Oi pessoas! Pra esse capítulo, fiz um set com a roupa da Emilie, pra ficar mais "visual" pra vocês a cena, entendem?
Roupa da Emilie: http://www.polyvore.com/scream_till_theres_silence/set?id=58677157
Lluvy



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[NARRADOR]
Enquanto Kerli e Brian iam para o quarto, Matt observara Emilie voltar a forma humana no telhado.
– Saia daqui, Sanders! - ela cuspia as palavras como veneno - Hoje você é um deles, me deixe em paz!
– Não vou a lugar nenhum, garota! Eu quero saber, antes de tudo: por que você fez aquilo?
– O que? Salvar a Kerli e o Syn? Devia isso a eles. Não posso destroçar o amor deles como já fiz antes.
– Antes? Amor? Que porra é essa Emilie?
Ela encarou um Matt confuso a sua frente. Ela estava pasma. Como ele não sabia do relacionamento do Brian e da filha do amigo? Shadows firmou os braços na cintura da ruiva e a sacudiu.
– Emilie, que história é essa?
– Acalme-se Matthew! - a garota se soltou e ajeitou a saia de pano - Vou lhe contar tudo.
Emilie sentou-se ao lado do rapaz e lhe narrou os últimos anos. Atento, o rapaz deixou sua expressão murchar, e Lilie notou a mudança.
– Desculpe-me acabar com seus patéticos sonhos com a Kõiv.
– Não acabou - ele sorriu - Vou dar meu jeito de tê-la.
– Você não entende? - a menina levantou - Eles se completam! Por que não fica com outra pessoa?
– Eu quero ela, não outra qualquer.
– Ela está com o Syn agora, o que você vai fazer? - Emilie arqueou as sobrancelhas.
– Ficar com a outra qualquer.
Sentindo uma lágrima percorrer-lhe o rosto, Lilie fez menção de descer, mas o lado demoníaco de Matt a fez cair de joelhos, contorcendo-se de dor pelas ondas psíquicas que ele lhe enviava.
– Pare com isso! Como você faz isso?
Ele sorriu e parou por um segundo, vendo a ruiva cair com as pernas trêmulas.
– Demônios não tem poderes psíquicos de tortura como estes. Quem é você? O que é você? - ela parecia sufocada.
– Sou algo pior do que você imagina, e agora, abra seu quarto e vamos - a voz dele parecia unir a de várias pessoas - Eu preciso foder com alguém hoje, e se não for a Kerli, você serve.
– Me deixa sair, Sanders! - ela descia com movimentos controlados por ele.
– Continua andando, vadia! Hoje você é minha, querendo ou não. E cale a boca!
Sem conseguir usar seus poderes, e completamente controlada por ele, sua única reação foi chorar, enquanto ele a jogava na cama.
Pegando pedaços de pano e curativos espalhados pelo quarto, ele a amarrou na cama e colocou uma gaze na boca dela.
– Olhe nos meus olhos, querida. Hoje e quando eu quiser, você será minha.
Relax while you're closing your eyes to me
So warm as I'm setting you free
With your arms by your side there's no struggling
Pleasure's all mine this time
You know I make you wanna scream
You know I make you wanna run from me baby
but know it's too late you've wasted all your time
O que seria dela agora?

Capítulo 16. She could be loved by me today


(Kerli’s POV)
Senti os braços do Brian envolvendo meus ombros. Naquele momento, eu o queria longe. Tanto ele quanto o Matt. Eu queria poder aproveitar o primeiro dia que eu posso passar com a minha filha em quatro anos. O primeiro dia em que sei que todos a olharão como igual, não como uma híbrida, ou uma aberração. Todos a olharão e vão ver uma linda criança licantrope, igual ao pai.
– Engraçado, Kerli, você não me disse que também estava com o Brian! Parece que todo mundo aqui te conhece bem profundamente – Matt revirou os olhos.
– Ela não está, Sanders! Eu fui expulso e a Kel me aceitou na Moonchild Academy. E deixa de ser palhaço, ela não é assim.
– Mãe, quem é esse moço mau? – Emma me perguntou, interrompendo o início de bate-boca que se formava, e eu fiquei estática – Pare de falar da mamãe! E deixa o papai em paz.
Se lançando do meu colo ao chão, vi minha filha se transformar em uma loba e morder a canela do Matt. Ela se aninhou ao redor do meu pé e a puxei novamente para mim, vendo-a voltar a forma humana. Depois dessa cena, uma tensão pairava no ar. Podia sentir isso em cada célula do meu corpo. Nenhum dos dois estava realmente se importando se eu estava ali, se a Emma estava em meu colo... Eles só queriam saber com quem eu estava. Prevendo já uma briga maior entre os dois, e com medo do Matt tentar qualquer coisa contra minha filha me adiantei ao chamar a Hayley.
– Hale, você pode por favor cuidar da Emma o resto da noite? Leve-a para o meu quarto pela manhã.
Um pouco surpresa, achando que eu a chamaria para levar o Matt, Hayley começou a brincar com Emma em seu colo, que fez uma careta para Matthew e se afastou. Voltei meu olhar para os dois que me encaravam. Paralisados. Esperando.
– O que foi!? – esbravejei o mais alto que pude, recebendo um olhar de raiva de Matt e um revirar de olhos do Syn.
– Kerli, se você não reparou, estamos aqui falando de você!
– Jura, Brian? – usei meu melhor tom irônico – Achei que fosse sobre com quem euestava! E quer saber? Eu não estou com nenhum dos dois! Eu estou em dúvida!
– Dúvida de que? Kerli, o que houve? Ontem você parecia louca por mim e hoje...
– Hoje nem tanto? Matt, Você realmente me enlouquece... Na cama – ele baixou os olhos, e continuei – Isso não significa que eu não tenha gostado de você. Mas além disso, eu tenho uma filha com o Syn!
– Uma criança que me mordeu! E Kel, eu não faria mal a uma menina! Eu poderia te ajudar a criá-la.
– Se não reparou, Matthew, a Emma tem um pai e sou eu. – Syn se colocou na minha frente, criando uma barreira entre mim e Matt.
– Isso mesmo, Brian, mas um pai que só se fez presente agora. Eu sempre te amei, mas tive que aprender a te esquecer com a mesma facilidade que me apaixonei. Você escolheu ser escravo da Emilie, sofreu por isso e me fez sofrer. Ter você de volta me traz lembranças boas, me mostra o quão forte meu sentimento por você ainda é; mas também me faz lembrar que você pode sumir a qualquer instante. Eu não agüentaria te perder mais uma vez.
Os dois se calaram. Ninguém sabia dar resposta aquilo, especialmente Brian. O amigo dele não sabia de nada, acabou sabendo mais do que deveria. E admito, nenhuma palavra que eu disse foi mentira. Amo o Brian, mas não agüentaria perdê-lo outra vez. E do mesmo jeito, não conheço o Shadows a ponto de confiar nele minha segurança e da minha filha. Eu preciso de estabilidade, preciso entender meus sentimentos. Mas não precisava dos braços do Brian me envolvendo.
– Kerli Kõiv, você sabe quanto tempo eu esperei ouvir sua voz dizendo que ainda sente algo por mim. Não posso ficar sem você outra vez. Eu te amo e sempre te amei. Seja minha, novamente.
Aquelas palavras tocaram fundo em meu coração, mas, infelizmente, ao lado do lugar que elas tocaram, havia uma ferida profunda. Amor e angústia invadiram meu peito. Com a mesma rapidez, Matthew empurrou Brian para longe de mim, fazendo-o cambalear.
– Sua? – ele riu abertamente – Só por cima do meu cadáver!
– Então pode vir! Vamos lá! Mostra que além de ser um ogro você consegue ter algum poderzinho...
Eu vi a raiva saltar dos olhos do Matt enquanto vi sua pele mudar de tom para um amarelo pálido, suas pupilas virarem duas linhas negras, cortando sua íris e sua boca virar uma linha que mostrava os dentes pontiagudos deformados. Syn parecia estar se divertindo com o acesso de raiva do Matt. Calmamente ele se transformou em um licantrope com pelos negros e começou a correr em direção ao amigo se é que ainda posso chamá-los assim.
Em meio aos socos, arranhões, pontapés, Syn caiu no chão tendo espasmos fortes e violentos. Demônios tem poderes mentais, e Matt não os controla ainda. ELE VAI MATÁ-LO!
– Pare Matt! – ordenei, me aproximando – Pare com isso agora!
Ele simplesmente me encarou e senti-me tonta. Cai no chão com tudo, muito próxima ao Brian. Rastejei até conseguir ficar lado a lado com ele e fitei seus olhos. Suas veias do pescoço estavam saltadas, e foi impossível não reparar sua respiração falha.
– Matt, eu lhe imploro! – Falei, sentindo ainda a tonteira de seu controle mental.
Não foi por algo que eu disse, ou pelo “brilho em meus olhos, ele viu o amor e parou”. Não. Uma súcubus se aproximou da cena e fez o demônio descontrolado Shadows parar.Nota mental: Tenho que me lembrar de agradecer a Emilie depois.
Reassumindo a forma humana, pude ver a dor nos olhos de Matt encarando um Brian Haner sem fôlego caído ao meu lado. Abaixando-se e puxando meu rosto, ele lançou um sorriso forçado e fraco.
– Não vou te obrigar a me escolher. – admitiu – Nem eu me escolheria vendo o que fiz aqui. Só quero que você saiba que não quero ninguém aqui do jeito que eu te quero, Kerli.
– Sai... De... Perto... Dela – Brian tentava falar.
– Já estou indo.
Levantando sem se virar para trás, Matt seguiu em direção à súcubus. É, vejo como ele não quer mais ninguém, do mesmo jeito que me quer! Mas ainda tinha o Brian! Lembrando de sua presença, ajudei-o a se sentar e ele acomodou meu rosto entre suas mãos.
– Me desculpe. Sei o que você está sentindo por ele. E por mim. Não vou ficar te impedindo, Kel. Se quiser ir atrás dele, pode ir. - ele se levantou e me ajudou a sair da grama.
De que adiantaria ir atrás do Matt? Fazer um ménage junto com a Emilie? Não, eu passo. Quero alguém só para mim, alguém que me entenda. E esse alguém está a meio metro de distância.
– Brian... se eu te pedisse uma coisa, você faria por mim?
– Claro, o que foi? Quer que eu vá atrás do Matt e da Emilie? – Ele também reparou!
– They can GO fuck themselves! Eu quero é outra coisa! – sorri maliciosamente.
– O que você quer?
– Fica comigo?
– Esta noite? – ele levantou a sobrancelha.
– Não, quero que seja mais do que um cara na minha vida. Seja meu amigo. Fique aqui, para sempre.
– Eu prometo. Vamos selar a promessa?
Ele me tomou nos braços e me beijou.
Você quer sua velha garotinha novamente?
Pois bem, Brian Haner... Sou sua!

Capítulo 15. These nights go on and on and on


(Matt's POV)
Eu achei que os Moonchild seriam muito diferentes dos Plague Rats. Que nada! Tem uma porrada de coisa bizarra rondando por aqui!
Depois de me desvencilhar da maluca que me arrumaram de treinadora, uma tal de Hayley Williams, segui pelo "bosque" atrás da Kerli... Depois de noite passada, é óbvio que ela deve estar atrás de mim...
(Syn's POV)
Fui até o quarto da Kel assim que acordei e ela ainda estava dormindo. Resolvi acordar a Emma primeiro e nós dois, juntos, acordarmos minha amada.
– Minha filha...- passei a mão nos cabelos da pequena - Emma, pequenina, acorde...
– Papai? - ela esfregou os olhos - Papai!
– Shhh - lhe fiz sinal - vamos acordar a mamãe juntos?
– Vamos! - ela se jogou nos meus braços e fomos juntos até a Kerli. Emma fez carinho nos cabelos da mãe e ela acordou sorrindo para a menina, e me encarando, surpresa, em seguida.
– Syn, você está aqui? Que horas são?
– Seis horas, Kerli.
– Meu Deus! Os novatos! - ela começou a se arrumar.
– Não se preocupe. A Hayley disse que cuida deles hoje. Eu falei com ela sobre você, a Emma e eu precisarmos de um tempo.
– O QUE? - ela começou a berrar, mas parou ao olhar para a filha. - Tudo que eu menos quero é um tempo com você, Brian!
– Tudo bem, eu vou embora - sussurrei para ela. - Tchau filha.
–Papai, fica! - Emma começou a chorar.
– Synyster gates.... Temos que conversar.
Apesar de sentir o tom de ameaça na voz dela, Kerli parecia calma, então, não estava totalmente perdido. Fomos até a beira do lago e deixamos que Emma se divertisse correndo pelo bosque, explicando somente os limites de cada canto.
– Brian, eu já não disse que não quero voltar para você?
– Eu sei Kel, eu sei. E eu já te pedi uma chance para provar que sou o homem que você precisa, não pedi?
– Não! - ela virou o rosto.
– Então eu peço agora. Kerli Kõiv, apesar de todas as merdas que eu fiz com você, e todo mal que eu te causei me afastando; agora eu estou aqui, admitindo para você que eu fui um babaca, um completo idiota mesmo, e sei que só você é capaz de me fazer feliz - ela voltou a fitar meus olhos - Deixa eu te provar que sou o homem que você precisa, que posso ser novamente seu, e que podemos, nós três - indiquei Emma brincando - podemos ser uma família.
– Brian, tudo isso é muito lindo de se ouvir, mas difícil de se provar.
– Você quer uma prova?
– Quero!
Eu a tomei nos braços e a beijei. A Kerli nunca mudou, nem por um segundo. Seu beijo continuava o mesmo: lascivo, suplicante e quente. Uma mistura de desejo e ternura que só ela é capaz de transmitir.
Soltei-a depois de um tempo, ela estava sem fôlego.
– Isso... isso não prova nada, Syn!
– Então venha comigo. - puxei-a pela mão, entrelaçando nossos dedos.
Ficamos brincando com a Emma durante um curto instante até sermos interrompidos.
(Matt's POV)
A Williams me falou que a Kerli ia cuidar de um renegado Plague Rat e uma criança novata. Quem são eles? E por que raio de razão não consigo encontrá-los?
De repente, vejo Brian beijando a Kerli há apenas alguns metros de distância. Filho da puta!
Assim que ele a soltou, os dois foram em direção a uma fedelha, a cópia cuspida dele. Resolvi aparecer e tirar a limpo aquela história.
– Oi Kerli. Oi Syn. - falei seco.
– Oi Matt - ela corou.
– Oi Shadows - ele respondeu.
– E quem é essa pequena? - sorri para a menina.
Os dois ficaram em silêncio e ela pegou a menina nos braços.
– Essa é a Emma, Matt. Minha filha. - assumiu.
Nossa filha. - Syn sorriu vitorioso.
MAS QUE PORRA É ESSA? Volta a fita que eu perdi um capítulo!
Desde quando eles trepavam?
E quando essa pentelha surgiu?

Capítulo 14. I mean this forever ♫


(Kerli's POV)
Sentir os braços de Syn em volta do meu corpo novamente, sentir seu cheiro... Parecia que o tempo não havia passado.Mas agora, tudo mudou. Temos uma filha, fomos de lados opostos por anos e agora, ele resolve voltar e acha que pode melhorar tudo.
– Mamãe - Emma olhava para ele - O papai vai ficar com a gente pra sempre?
Olhei para ele, que sorriu em troca.
– Vou sim, pequena - ele a tirou do meu colo e voltou a segurá-la.
– Filhinha, e seus poderes?
– O lado mau sumiu, mamãe! - ela sorriu abertamente - Posso ir com você hoje mesmo!
– Que bom meu amor! - senti as lágrimas em meu rosto. - E você vai se tornar o que? - perguntei como se não soubesse a resposta.
– O que você e o papai são.
Sem esperar que ela falasse qualquer coisa a mais, abracei-a e senti a felicidade invadir cada parte do meu corpo. Durante os quatro anos de vida dela, eu esperei esse momento: poder conviver com minha filha sem ter que escondê-la dos demais por ser uma híbrida. Agora, com Brian se interessando pela criação da Emma, tudo seria mais fácil. E nós dois, sendo Moon childrens, poderíamos passar mais tempo juntos.
– Mamãe, você vai me levar agora?
– Vou amor, e você vai ficar comigo. - sorri para ela.
– E o papai?
– Eu vou com vocês.
Sem convite ou sem esperar minha resposta, Brian começou a andar com Emma no colo e eu os segui. Sem cerimônia alguma, ele entrou no meu quarto e colocou nossa filha na minha cama.
– É aqui que eu vou ficar mamãe?
– Não filha - olhei para Syn, reprovando-o por entrar sem licença aqui - Seu quarto é ali - apontei para uma porta dentro do meu quarto - vamos, minha linda?
Ela me seguiu, e Brian ficou atrás de nós. Deitei-a na pequenina cama rosada que eu havia comprado há anos e ela virou-se para dormir. Estávamos saindo do quarto e ela nos chamou.
– Mamãe, mais tarde eu posso sair com vocês?
– Pode, meu amor. - sorri e apaguei a luz.
– Papai, você vai estar aqui?
– Vou sim, minha linda.
– Promete?
– Prometo. Durma bem, até a noite, minha filha - reparei que ele falou a última palavra com esforço.
Fechei a porta do quarto dela e estávamos novamente no meu quarto, palco da nossa última briga noite passada.
– Kel, - ele falou entre soluços - me desculpe por largar vocês. Me desculpe pelas ameaças ontem, eu...
– Syn, - falei me recompondo e levantando meu rosto para encará-lo. - Você me fez muito mal nessa vida. E, ainda por cima, prometeu ferir a Emma por algo que existe entre mim e a Emilie!
– O Matt! Mas fiz isso porque a Emilie me obrigou! Você sabe muito bem disso! Você conhece o poder dela Kel...
– Sim, sei do que ela é capaz, mas eu consigo resistir! E você é o pai da Emma - me afastei e parei de gritar, lembrando que Emma estava no quarto ao lado.
– Kerli, eu sei que fiz merda, ok? Mas eu quero você de volta! E quero conviver com a minha filha. - eu o encarei - Eu não sabia como ela era, só a havia visto algumas vezes, quando te segui para poder ver o rosto dela. Mas nunca soube da personalidade dela, desse jeito cativante. Me desculpe por me manter distante por tanto tempo. Eu te amo, Kerli Kõiv.
Ele me abraçou. Meu coração se acelerou e ele deu um leve sorriso.
– Não pode fingir que não sente minha falta.
– Brian, eu não sinto sua falta. Eu tenho o Matt agora e...
– E você me troca por ele, todo romântico e meloso. Isso entedia, sabia?
– Amor não me entedia - protestei.
– Amor? Kerli, ele te conhece há dois dias! Eu te conheço há cinco anos! Com ele é só sexo. Você não ve que eu sou assim porque você não corresponde ao meu amor?
– Syn, não fale isso. Eu já te amei muito, mas, hoje em dia não. Quero alguém que cuide de mim.
– Kel, você está com raiva e está carente. Você sabe que eu quero ser esse alguém para você!
– Eu já te esqueci - menti.
– Jura? Se você esqueceu, então acho melhor lembrá-la.
Lentamente, ele colou sua testa na minha. Eu estava paralisada. Sentia sua respiração contra o meu rosto. Eu queria socá-lo e, ao mesmo tempo, queria aquele beijo, e queria logo.
Impaciente, puxei seus cabelos e o beijei. Ele tinha razão: com ele é mais selvagem. Matt sabe o que faz uma mulher ficar louca, mas o Syn,... Ele te enlouquece só com a presença dele.
Senti sua língua invadir minha boca violentamente, fazendo sincronia com a minha. Ele colocou minha perna esquerda no seu quadril e agarrou firmemente minha coxa.
Tudo estava perfeito, até eu me lembrar de que: aquele ali era o Syn.
– Brian, acho melhor não... - empurrei-o lentamente.
– Tudo bem mas, ao que parece, você lembra muito bem de mim - ele sorriu maliciosamente.
– Synyster - falei séria - vá para o 2º andar. Lá agora é o seu novo lar.
– Não posso ficar no seu quarto? - ele fez cara de cão sem dono
– Não. - continuei séria - Carpe diem
– Carpe Diem, Kerli.
Assim que ele saiu, me deitei na cama e repassei as últimas 24 horas: minha noite com Matt, as ameaças e o amor que Brian demonstrou em um curto intervalo de tempo... Pensei no beijo de minutos atrás...
Syn tem razão: Matt não me ama, só quer alguém pra transar; tanto faz se é a Emilie ou se sou eu. Mas, não vou dar a alegria que ele quer e dizer que está certo. Eu estou carente, admito, mas sei que gosto do Matt. Eu odeio o Syn, mas, segundos atrás, não seria capaz de soltá-lo.
As coisas vão ficar difíceis, mas algo me diz que o pergaminho em meu bolso tem uma solução.